Vereadores denunciam violência; morte de professora reacende debate sobre crimes

Por Assessoria de Comunicação | 3/03/2011


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Para se ter uma ideia da ousadia do assassino, além do batalhão, um pouco mais adiante existe ainda a sede de uma companhia da Polícia Militar, no Jardim Dom José. Numa região onde deveria haver intenso tráfego de viaturas, até pela distância curta entre ambas as unidades policiais, não é o que tem visto a comunidade, segundo denúncias dos vereadores.

“O batalhão (da PM) é uma grande garagem de viaturas”, atacou o vereador Luiz Calderoni (PMDB), referindo-se ao fato de haver dezenas de viaturas estacionadas no local, mas pouco policiamento ostensivo. O vereador também reclamou que sequer tem havido as chamadas "blitz", quando motoqueiros, por exemplo, são revistados e investigados.

“Preferem entrar num pequeno comércio com quatro viaturas só para retirar uma maquininha [de caça-níqueis], enquanto os bandidos circulam pelos bairros”, lamentou. Luiz do Depósito concluiu desejando “que a segurança realmente passe a ser um dever do Estado e um direito do cidadão” no município.

Outros vereadores também destacaram a falta de policiamento ostensivo na cidade. No ano passado, os comandantes do Batalhão e Companhias da PM estiveram na Câmara para ouvir dos vereadores as queixas sobre a falta de segurança pública na cidade. Os policiais prometeram que aumentariam o policiamento, mas neste ano, aparentemente, as coisas estão piorando.

Sandra Pereira/'Jornal na Net' - set.2010
Viaturas paradas no batalhão, enquanto crimes crescem, diz vereador


O vereador Pastor Edgardo (PSB) inclusive denunciou que tem notado um aumento da criminalidade nos bairros Santo Eduardo, Dom José e Santa Emília, justamente os locais onde estão instaladas as dependências da Polícia Militar, e a mesma região onde a professora Joyce, 36 anos, foi assassinada.

A vereadora Ná (PT) também exigiu mais segurança pública na cidade, dizendo que o assassinato de uma educadora da qualidade da professora Joyce – que assumira o cargo de coordenadora pedagógica – “é uma perda irreparável”, e que ela realizava um trabalho “muito importante para a comunidade”.

Presidente da Câmara, vereador Silvino Bomfim (PT) disse que irá novamente cobrar providências das autoridades policiais e da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Para ele, o tempo das discussões já foi vencido, referindo-se aos debates e promessas do ano passado.

“Discussão agora não basta mais, é preciso por em prática o que já foi debatido”, declarou Professor Silvino, exigindo mais ação e policiamento ostensivo em Embu, principalmente na periferia e regiões próximas de escolas e agências bancárias e lotéricas da cidade.

O vereador disse que é obrigação de todas as autoridades atuar por mais segurança. “Temos de lutar para garantir a vida das pessoas, porque o crime está banalizado.

Ele lembrou os esforços do novo ministro da Justiça (José Eduardo Martins Cardozo) em reativar a campanha do desarmamento, mas alertou que “o bandido não vai à delegacia devolver a sua arma”, e defendeu uma revisão do código penal.

(Márcio Amêndola – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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