Edgardo quer câmeras na porta das escolas; indicação gera debate sobre segurança

Por Assessoria de Comunicação | 11/03/2011


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Ao apresentar a reivindicação, Cabral considerou o crescimento da violência nas portas das escolas na cidade, lembrando do assassinato de uma professora na porta da Emef Professor Paulo Freire, Joyce Domingues, no dia 28 de fevereiro. Para o vereador, o monitoramento visa não só preservar a integridade física dos alunos, funcionários e professores, mas também garantir a proteção da população como um todo.

Adilson Oliveira-CMETE
Edgardo ao apresentar indicação por câmeras na porta das escolas

O vereador Edgardo lembrou que já existe um monitoramento por câmeras no Centro Histórico da cidade, podendo ser ampliado em prol da segurança pública, e que os sistemas de vigilância com câmeras estão cada vez mais em uso, e que várias cidades os implantaram como medida preventiva de segurança pública, sendo uma prática com ampla aceitação da comunidade.

Debate
O vereador Zé Carlos Proença (PSDB) apoiou o projeto e disse que outras iniciativas dele e de colegas, como Milton do Rancho e Luiz Calderoni, também apontaram para medidas voltadas à segurança pública, seja nas regiões de comércio como bancárias.

O vereador Júlio Campanha (PTB) lembrou que o monitoramento por câmeras nas escolas não será apenas benéfico para a segurança da comunidade, como também inibirá alguns tipos de crimes, como furtos nas escolas, tráfico de drogas, depredações, entre outros.

Luiz Calderoni (PMDB) lembrou que apesar de já existirem outras leis, como a dos bancos, é preciso cobrar e fiscalizar, já que as instituições bancárias não estão proibindo uso de celulares, capacetes por motoqueiros, nem implantaram ainda sistemas de vídeo nas áreas externas, ou biombos para dificultar que pessoas estranhas vejam o que o cliente está fazendo na boca do caixa. Ele apoiou a proposta de Edgardo, já que o monitoramento por câmeras poderá melhorar a segurança na porta das escolas.

Milton do Rancho (PMDB) disse que o pedido de Edgardo foi muito bem pensado.

Já o vereador João Leite (PT) afirmou que tudo o que contribuir para a redução da violência é bem-vindo, mas também é função dos vereadores exigir que o Estado, através das polícias Militar e Civil cumpram suas obrigações constitucionais de proteção aos cidadãos. O vereador disse que há poucos dias apenas quatro viaturas faziam o policiamento de toda a periferia. "Isso é inadmissível."

A vereadora Ná (PT) disse que todas as indicações são urgentes, mas algumas como a apresentada pelo vereador Edgardo, que trata do tema da segurança pública, é especialmente importante e urgente, e tem o seu apoio.

Carlos Pires apoiou também a iniciativa e lembrou do esforço do ex-prefeito Geraldo Cruz pela segurança, ao criar a Guarda Civil Municipal e depois ampliar o efetivo, mas não é aceitável que a Polícia Militar deixe suas obrigações nas mãos da GCM, que não tem poder constitucional para realizar policiamento ostensivo.

Pires lembrou as palavras do colega Luiz Calderoni, que numa sessão anterior disse que a sede do 36º Batalhão da PM, no largo do Jardim Santa Emília, se transformou em um "depósito, num estacionamento de viaturas", enquanto os cidadãos pouco veem os veículos no policiamento.

Para o vereador do PDT, enquanto a prefeitura continuar a assumir cada vez mais funções de segurança, “o Estado vai se acomodar e cruzar os braços”. Ele defendeu a mobilização regional em prol da segurança, em torno da Aversud (associação dos vereadores das seis cidades da região), além do Conisud (consórcio dos prefeitos), presidido pelo prefeito Chico Brito, de Embu.

Encerrando o debate, o presidente da Câmara, vereador Silvino Bomfim (PT), lembrou que o monitoramento por câmeras nas escolas é viável, já que existem recursos federais do Fundeb (fundo da educação básica) que podem ser alocados para a demanda.

O vereador defendeu o monitoramento não só dos portões das escolas, mas também das dependências internas, inclusive salas de aula, ao lembrar o acidente com uma arma na Escola Adventista de Embu, quando um aluno baleou e matou um colega ao manipular uma arma escondida na mochila.

Após o intenso debate, a indicação do vereador Edgardo Cabral foi aprovada por unanimidade e encaminhada ao prefeito Chico Brito para providências.

(Márcio Amêndola e Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

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