Vereadores discutem articulação de cidades da região para ter ambulâncias do Samu

Por Assessoria de Comunicação | 16/03/2011


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Das 11 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência dispobilizadas pelo Ministério da Saúde, três (uma delas UTI) são para Embu e Itapecerica, cada; duas, para Embu-Guaçu e Juquitiba; e uma, para São Lourenço. Embu, que responderá pelo custeio direto do Samu, receberá a central de atendimento e triagem das chamadas, com sistema de monitoramento e radiocomunicação, que está em construção no Jardim Magali.

De acordo com a secretária de Saúde de Embu, Sandra Magali, em exposição sobre infraestrutura e implantação do "Samu Regional de Embu", as cinco prefeituras vão arcar com R$ 122,9 mil por mês para manter o serviço, rateados em R$ 4,3 mil (3,5%) de São Lourenço; R$ 6,9 mil (5,6%) de Juquitiba; R$ 14,6 mil (11,9%) de Embu-Guaçu; R$ 38,2 mil (31,1%) de Itapecerica. Considerada sede do sistema, Embu empregará R$ 58,7 mil (47,9%).

"Usamos o critério da equidade, quem tem menos recursos paga menos", disse a secretária, ao considerar dados como população e IDH (índice de desenvolvimento humano) de cada município. Por ambulância de suporte básico, cada prefeitura terá recurso para manutenção de R$ 12,5 mil por mês. No caso do Samu UTI, R$ 26 mil. O ministério banca 45,5% do custo do serviço. No ano, as cinco cidades destinarão R$ 1,4 milhão (54,5%).

Adilson Oliveira-CMETE
Vereadores e convidados na reunião da Aversud na Câmara de Embu

O serviço funciona 24h por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e socorristas que atendem as ocorrências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstetrícia e de saúde mental da região. A coordenadora-médica do Samu nas cinco cidades, Elaine Fernandes, esclareceu na reunião sobre os protocolos de atendimento prestado pelo sistema de urgência.

A integração regional é alternativa para municípios de pequeno porte populacional ou que não possuam estrutura para implantação por ser um serviço "caro". Fora da articulação por já possuir o Samu, Taboão da Serra gasta estimados R$ 4 milhões por ano para manter o atendimento com seis ambulâncias. Apenas a instalação do chamado sistema regulador – a base de operações do Samu, que atende pelo 192 – em Embu custará R$ 274,7 mil.

O investimento é considerado compensador. "Podemos reduzir o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorre precoce", afirmou Sandra Magali. O presidente da Câmara de Embu, Silvino Bomfim (PT), pediu cobrança para que o Hospital Geral de Pirajussara (HGP) "tenha as portas abertas" para as ocorrências atendidas pelo Samu e se evite que os pronto-socorros das cidades "lotem ainda mais".

O presidente da Câmara de Itapecerica, Amarildo "Chuvisco" (PMDB), reclamou que os vereadores não foram procurados pelos prefeitos para discutir o projeto do Samu regionalizado desde o início, ao advertir que, "se não for votada lei nas Câmaras até o próximo dia 30, as cidades vão ficar sem as ambulâncias". "Quem resolve, com a aprovação de lei, são as Câmaras", lembrou o vereador, sob aplausos dos colegas de Parlamento presentes.

"Se for votada em [regime de] urgência, os vereadores vão ter participação política muito pequena", declarou Wagner Eckstein (PT), presidente da Aversud (associação dos vereadores da região), que convocou a reunião. Participaram 22 parlamentares (seis de Embu – Carlos Pires, Gilvan da Saúde, Arthur Almeida, João Leite, Ná, além de Silvino –, seis de Itapecerica, cinco de São Lourenço, quatro de Taboão e um de Juquitiba), e também o secretário municipal de Embu Marcos Rossatti (Controladoria do Município).

(Adilson Oliveira – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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