Famílias deixam casas no Engenho Velho após vazamento da Sabesp, que promete ressarcir

Por Assessoria de Comunicação | 12/04/2011


Foto:


"A água começou a infiltrar e encheu o quarto, sala e cozinha. Aí que percebi que o cano lá fora estava vazando", disse Gedeane Feliciano, acordada com a inundação, que teve o dormitório inteiro tomado pelo barro que se formou e cobriu móveis e aparelhos. Na hora em que a parede foi rompida, a família já estava na rua, como também os vizinhos tinham deixado as casas. Postes cederam, e a energia elétrica foi cortada. Nenhum morador se feriu.

O vazamento começou por volta das 6 horas da manhã, mas uma equipe da Sabesp só chegou ao local às 12h, chamada por munícipes prejudicados, que criticaram a demora. Dezesseis moradores foram afetados, e encaminhados pela companhia a um hotel na cidade, porém apenas cinco permaneceram, os demais resolveram ir para casa de parentes ou amigos. "Mandaram a gente para um cabaré, sem condições de ficar", disse uma mulher.

Adilson Oliveira-CMETE
Quarto tomado pela terra que invadiu casa após vazamento de água; vereador Silvino (esq.) fala com moradores de moradias interditadas

Em ida ao local, nesta segunda-feira, dia 11, o vereador Silvino Bomfim (PT), presidente da Câmara, conversou com os munícipes afetados, chegou até a casa da mulher com lama até a porta e disse que vai cobrar que a Sabesp assista e providencie o ressarcimento às famílias. Ele questionou técnico da Sabesp pela afirmação de que os moradores sofriam o problema "por ter votado errado" em Embu. O representante negou e culpou mal entendido.

Em reunião com nove vereadores na manhã desta terça-feira, dia 12, na Câmara, o gerente regional da Sabesp, Meunim de Oliveira, disse que ainda "não sabemos o que provocou o vazamento", mas que os moradores "serão orientados para serem ressarcidos por todos os danos constatados, de conteúdo [bens materiais] e estruturais" nas casas, e poderem voltar a morar no local. Adiantou que foram verificadas "trincas" em imóveis afetados.

O gerente respondeu que a equipe chegou ao local após tempo necessário para identificar e avaliar as avarias a serem contornadas, mas que o fechamento da rede foi imediato. Reconheceu que as famílias foram para hotel "simples", porém desde ontem estão em um adequado, mas poderão ter de morar de aluguel, recebendo um auxilio, enquanto não retornarem ao lar, ainda sem previsão. "Vai depender da real extensão dos danos", disse.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)









 

Comentários

Nenhum comentário até o momento