Didi quer controle sobre campos do município em campeonatos não oficiais

Por | 3/05/2011


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A lei prevê também que os campeonatos não oficiais deverão ser realizados de preferência nos bairros onde os clubes tenham sede própria, além de que os campeonatos serão fiscalizados pela Secretaria Municipal de Esportes. A prefeitura deverá regulamentar a lei aprovada no prazo de 60 dias, a contar de sua promulgação pelo prefeito Chico Brito.

Segundo a justificativa apresentada pelo vereador Didi em seu projeto de lei, “os campeonatos são feitos num determinado bairro e se expandem para outros bairros”, impedindo os usuários do próprio bairro de usarem esses espaços, mesmo os campeonatos não sendo oficiais, coordenados por clubes particulares.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETE
Didi fala da aprovação com morador; campo no Jardim Santa Tereza

Na cidade os grupos oficiais são divididos entre: 1ª, 2ª e 3ª Divisões, Seletiva, Veteranos, Master e Categorias de Base, sendo que esses já têm seu calendário anual. O problema é que no restante do ano (agenda livre) vários campeonatos não oficiais vão ocupando todos os horários restantes dos estádios e campos oficiais, deixando as comunidades locais sem espaço para o uso dos equipamentos.

Os argumentos do vereador Didi não convenceram parte dos colegas. Luiz Calderoni (PMDB) disse que “os campos de futebol do município são um direito de todos, e não apenas daqueles que moram no local”. Deu como exemplo os clubes do Jardim São Marcos, que não têm campo e precisam ir a outros bairros para realizar seus jogos, e que por isso votaria contra o projeto de lei.

Porém, a vereadora Ná (PT) disse que apoiaria a proposta do colega de bancada, "porque as coisas públicas – no caso, os estádios sob a administração municipal – não podem ser usados para fins privados, e ainda cobrando dinheiro, impedindo a comunidade de usar estes locais”, ponderou. "Não é justo a comunidade ficar 30 dias sem usar porque o campo de futebol foi alugado para uma coisa não oficial”, emendou.

O projeto teve cinco votos a favor e três contrários, sendo aprovado por maioria simples, numa noite em que quatro vereadores faltaram à sessão – sob a justificativa de problema de saúde.

(Márcio Amêndola - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

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