Lançado, Parlamento da Grande São Paulo busca criar Plano Diretor Metropolitano

Por | 10/05/2011


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No início, os principais desafios a serem enfrentados pelo novo Parlamento, que começará com caráter consultivo, serão transportes e habitação. Durante a oficialização do ParlaMet, presidentes de Câmaras apresentaram um diagnóstico dos problemas de cada uma das cinco subregiões da metrópole e reivindicaram medidas para resolver as demandas. O vereador José Macário (PT), de Taboão da Serra, representou as seis cidades da região.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETE
Vereadores declaram criado ParlaMet; Silvino e Proença na cerimônia

Nesta semana começam os trabalhos das câmaras técnicas do novo Parlamento, cuja tarefa inicial será criar um Plano Diretor Metropolitano, que defina normas comuns às cidades da região. "Vamos trabalhar a partir da experiência que os municípios já têm para buscar um aprofundamento técnico [para a formulação]. É o primeiro grande passo que daremos", disse o presidente da Câmara de São Paulo, José Police Neto (sem partido).

A Região Metropolitana da Grande São Paulo (RMSP) foi criada pela lei complementar nº 94, de 1974, mas desde que foi oficializada pouco se avançou na integração entre os municípios. Mais de 30 anos depois, em 2005, o Executivo estadual apresentou projeto de lei complementar nº 6, para reorganização da metrópole com mudança na forma de gestão e criação de um conselho de desenvolvimento, com a qual o Parlamet deverá contribuir.

Plenário com cem vereadores; Silvino (dir.), Proença e Police Neto

O projeto de reorganização começaria a ser discutido a partir desta terça-feira, dia 10, pela Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, deputado Barros Munhoz (PSDB), elogiou a iniciativa de criação do Parlamet. "Precisamos de uma união da região, a situação está absolutamente insustentável. O vereador é o elo mais próximo com a comunidade, precisamos dessa articulação, não dá mais para vivermos isolados, como ilhas", discursou.

A primeira reunião geral do novo Parlamento deve ocorrer em junho, em São Bernardo do Campo. O presidente da Câmara de Embu espera que as discussões se ampliem e aprofundem. "Que possamos fazer junto ao governo do Estado a discussão das políticas públicas principalmente nas áreas de educação, saúde e transporte", disse Silvino, ao apontar que a RMSP é rica - detém PIB de R$ 572 bilhões (57,7% do total do Estado e 18,8% do país).

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

 


 


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