Vereadores prestigiam famílias da rua Panorama beneficiadas com auxílio-aluguel

Por Assessoria de Comunicação | 19/05/2011


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A concessão dos benefícios é resultado de convênio entre a Prefeitura de Embu e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), do governo do Estado, por meio do programa "Novo Começo", que auxilia famílias desabrigadas ou desalojadas por causa das chuvas. O auxílio-aluguel será concedido por período de seis meses com possibilidade de renovação, enquanto o benefício de valor maior será pago em parcela única.

"O convênio prevê atendimento [com auxílio de R$ 300] por seis meses, mas poderá ser renovado com a comprovação de que as famílias ainda precisam do benefício, não têm como arcar com aluguel, por meio de laudo que enviaremos à CDHU", diz Eliana Guerreiro, diretora da Pró-Habitação. A companhia habitacional de Embu receberá os recursos repassados pelo órgão estadual e depositará em conta corrente no nome dos beneficiários.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETE
Famílias que foram desalojadas após deslizamento no ato de entrega

A parceria com a CDHU foi firmada após várias solicitações feitas pelo prefeito Chico Brito (PT) ao governo estadual em reuniões que ocorreram desde janeiro, logo depois do deslizamento de terra na rua Panorama, na divisa com São Paulo, na noite do dia 10 daquele mês. Com o apoio da Câmara de Vereadores, Chico procurou buscar uma solução para o problema de moradia das famílias que perderam suas casas na queda de encosta.

No deslizamento, em que um homem de 76 anos morreu, 74 famílias foram desalojadas, um número maior que o de benefícios concedidos. "Nem todas estavam em área de risco iminente, de acordo com avaliação de técnicos da Defesa Civil do município. Algumas puderam voltar para suas casas", esclarece Guerreiro. Do total de afetadas, 30 famílias - ou 82 pessoas - ficaram abrigadas por dois meses no ginásio de esportes no Jardim Dom José, bairro vizinho.

Silvino e Elisabete ao lado de Creuza Romão, uma das 55 beneficiadas

Projeto de moradias

De acordo com Eliana Guerreiro, o convênio se caracteriza por compromisso conjunto, em que a prefeitura deverá disponibilizar área para projeto de casas populares aos moradores desalojados. "Está prevista a construção de moradias onde hoje é a mata do Roque Valente para atender essas famílias e outras 300 do MTST [sem-teto] que também atendemos. A demanda vai ser indicada pelo município", diz a diretora da Pró-Habitação.

A CDHU planeja erguer 1.300 moradias na área da mata, mas o projeto "depende de resolver entraves jurídicos", observa Guerreiro. O jurídico da prefeitura e a CDHU buscam derrubar uma liminar que proíbe a construção dos prédios. De acordo com o prefeito Chico Brito (PT), 30% da área será usada para construção de unidades habitacionais e o restante será preservado. “Temos déficit de nove mil moradias novas em nossa cidade", diz.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

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