Empresários de Embu propõem abrir corredores empresariais na região do Itatuba em vista do novo Plano Diretor

Por Assessoria de Comunicação | 25/05/2011


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Aos vereadores Silvino Bomfim (PT), presidente da Câmara, José Carlos Proença (PSDB), vice, Luiz Calderoni (PMDB), Edgardo Cabral (PSB), Elisabete Carvalho (PDT), Gilvan da Saúde (PPS) e João Leite (PT), ao prefeito Chico Brito (PT) e ao vice Nataniel Carvalho (PDT), o presidente da Acise, Hillmann Albrecht, e o ex-presidente Roberto Terassi apontaram os traçados como contribuição da entidade para revisão do Plano Diretor de Embu.

Na área considerada patrimônio ambiental da cidade, os empresários propõem abrir quatro grandes estradas: corredor empresarial com início no bairro Ressaca até o Jardim Marajoara/Santa Clara; desde Itatuba até o Jardim Três Palmeiras; ligando as duas vias partindo da estrada Kaiko, na saída de uma pedreira, até a estrada Orquidófilos; e o corredor do Jardim Tomé até o Cemitério Israelita, na saída para Cotia, no km 26,5 da rovodia Raposo Tavares.

Conforme a proposta apresentada pela Acise - que a protocolou na prefeitura uma semana antes -, os corredores terão largura (ou "profundidade", em termo no documento) de 300 metros "em ambos os sentidos onde não tiver assentamento residencial, onde não existir vegetação nativa e lagoas, respeitando as leis federais, estaduais e municípios". As autoridades fizeram várias paradas para conhecer as áreas que receberiam os traçados sugeridos.

Como objetivo central, a entidade quer contar com uma rota favorável ao tráfego de caminhões para escoar produção ou carga com mobilidade até as rodovias na região, para que as empresas não tenham de cruzar a área central da cidade, numa iniciativa para atrair novos empreendedores. "Há necessidade de criar uma vazão maior do trânsito em decorrência de um aumento significativo de automóveis e veículos pesados", disse Hillmann.

De acordo com os dirigentes, a proposta prevê a utilização dos "leitos carroçáveis existentes, projetados e implantados em 1938 pela loteadora KKK, e que hoje são usados muito pouco, para não dizer quase nada, dependendo tão somente de melhorias para servir a toda população como rotas alternativas, esvaziando totalmente a hoje congestionada avenida Vereador Jorge de Souza" (centro) - acesso direto à rodovia Régis Bittencourt.

Os corredores proporcionariam a criação de novos postos de trabalho e crescente geração de receita para o município, ressalta a Acise, ao considerar "a necessidade de emprego para a população moradora na cidade, principalmente nos bairros" afastados e sem perspectivas econômicas e a demanda "atual e futura de um orçamento maior para atender as necessidades sociais e humanitárias de sua população jovem, idosos e carentes".

Para viabilizar o projeto das rotas empresariais, a Acise diz se comprometer, junto com o poder púbico, a "buscar recursos particulares, bem como propor aos proprietários de imóveis às margens dos corredores doações das áreas necessárias, para as referidas ampliações, numa tentativa de não onerar os cofres públicos, como também não gerar desapropriações". A entidade teria planos, pelo menos, de iniciar a construção ainda neste ano.

Os empresários defendem também a proposta com o argumento de que com o uso definido do solo se "contribui para que ocupações irregulares, como também invasões, não ocorram mais, como ocorreu no passado", em vista da revisão do Plano Diretor de Embu. As audiências públicas territoriais, iniciadas no último dia 10, prosseguem até 9 de junho. Na região de Itatuba e do Jardim Tomé, ocorreram nos dias 19 e 23 passados.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

 

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