Câmara repudia assassinato de ambientalistas no Pará e Rondônia

Por | 9/06/2011


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Em justificativa, o vereador lembrou que os quatro lavradores, dois deles ambientalistas, foram mortos por denunciarem a ação predatória de madeireiros interessados em destruir a floresta para extração ilegal de madeira e criação de pasto para gado. Lembrou também que somente em 2010 foram mortos 34 trabalhadores rurais devido a conflitos no campo e na floresta, por terem lutado pela preservação ambiental e por vida digna.

"É um absurdo ainda nos dias de hoje haver no Brasil atos bárbaros assim, com pessoas sendo mortas por defender o meio ambiente e a agricultura extrativista, que não precisa derrubar a floresta", lamentou João Leite (PT). De acordo com o vereador, que demonstrou consternação com a morte dos quatro trabalhadores em menos de uma semana, foram assassinados 1.580 agricultores em conflitos de terra no país somente na última década.

Fotos: Reprodução/Adilson Oliveira-CMETE

3 trabalhadores rurais que foram mortos; João Leite repudia crimes

O presidente da Câmara Municipal, vereador Silvino Bomfim (PT), lembrou que o casal assassinado no Pará vinha sofrendo constantes ameaças e já havia solicitado proteção policial, mas não foi providenciada. Ele disse que é preciso cobrar uma ação conjunta dos governos estaduais e do Ministério Público no sentido de coibir tais crimes.

Silvino salientou também que as Câmaras Municipais, juntamente com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), podem ajudar na pressão pela solução dos crimes, já que "nunca vai ser feita justiça contra esses criminosos, porque fazer justiça teria sido preservar a vida das pessoas que foram brutalmente assassinadas, lutando por uma causa justa”, lamentou.

A moção de repúdio foi aprovada por unanimidade e encaminhada ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, à ministra-chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e à Comissão de Justiça e Paz.

(Márcio Amêndola e Adilson Oliveira – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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