Comandante-geral pede que população ajude PM a se "antecipar" ao crime

Por Assessoria de Comunicação | 19/06/2011


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"A polícia usa as informações repassadas e previne os delitos. O crime não acontecendo, os indicadores caem. Caindo a criminalidade, a população confia ainda mais na polícia. Confiando, vêm mais informações, e a polícia trabalha melhor. É um círculo virtuoso", disse Camilo. O comandante-geral ponderou que, embora a PM disponha de armamento adequado e suficiente para enfrentar criminosos, como 300 metralhadoras, "não vamos vencer o marginal com arma boa, mas com inteligência".

"Teremos êxito com mapeamento dos delitos, levantamento dos locais mais críticos, colocação inteligente das viaturas e dos policiais, para evitar o crime. Isso só conseguimos com informação, e quem conhece efetivamente a situação da rua é o morador. Esta é a filosofia da polícia comunitária, criar bom relacionamento com os cidadãos para que informações cheguem à polícia, e uma das formas é escutar a comunidade", disse o coronel em reunião no último dia 10 na Câmara de Vereadores de Barueri.

Para um auditório com dezenas de lideranças políticas e comunitárias dos 15 municípios da área local de atuação da PM (CPA/M-8), Camilo apresentou a estrutura da PM e listou que a corporação atua com cerca de dez tipos de policiamento, como Ronda Escolar e Força Tática, e em mais quatro áreas (bombeiro, rodoviária, ambiental e choque), e dispõe no total de 15 mil viaturas e 29 aeronaves. "São 100 mil homens e mulheres [PMs], um verdadeiro exército à disposição do cidadão."

De acordo com o coronel, hoje, a população pode constatar que na maioria das ocorrências a PM, graças a um mapeamento e estudo sobre a probabilidade de ação dos criminosos, "flagrou, prendeu, trocou tiros". "A resposta policial é muito forte, a polícia está bem distribuída no terreno, esse policiamento inteligente está muito próximo de onde o crime acontece, chega rápido. Precisamos é trabalhar mais na antecipação a isso, com a polícia comunitária, ter a informação e prevenir", disse.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETE
Coronel Camilo fala a autoridades e lideranças na Câmara de Barueri; vereador Proença (PSDB), de Embu, com o comandante-geral da PM

Para conscientizar sobre a postura desejada pela PM, o comandante-geral apelou para que os cidadãos tenham "sentimento de pertencimento e de não à indiferença". "Não precisa esperar a polícia, passou e viu duas pessoas consumindo droga a quatro quadras de sua casa, você não pode falar 'Isso não é comigo'", exemplificou. "Tem que se importar mesmo não sendo na rua onde mora porque amanhã vão estar na porta de sua casa, oferecendo droga para o seu filho", alertou.

O cidadão notou um um veículo suspeito, que está muito tempo parado diante de uma residência ou estabelecimento e "não é dali", acione a polícia, orientou ainda o coronel. "Quantas vezes a polícia fez abordagem, chegou lá, pegou fuzil, metralhadora com criminosos que se preparavam para assaltar um banco. Então, comunique a polícia, seja proativo, não cuide só do seu portão para dentro. A segurança é dever do Estado, mas é responsabilidade de cada um de nós", frisou.

"Não quero mais que o cidadão só informe que houve crime. Queremos como polícia que ele cuide de sua rua, seu bairro", insistiu. Ele advertiu, porém, que "não é para criar nenhuma paranoia, mas ter preocupação mínima com a segurança", ao esclarecer que "não é para intervir, não ser indiferente não significa ir lá e tentar resolver um crime, significa, quando já estiver em condição segura, ligar 190 e relatar que aparentemente pessoas estão consumindo droga na esquina tal", por exemplo.

"A polícia vai lá abordar, se são criminosos, vai prender, levar ao distrito. Senão, vai falar 'Recebemos uma denúncia, desculpem-nos pelo desconforto, mas é o nosso serviço'. O policial está sendo treinado para fazer isso", assegurou. Ele justificou a forma de abordagem da PM, de apontar a arma para o cidadão e dizer "Pare, é a polícia", e quando não houver mais tanto perigo, mas a situação ainda ser tensa, segurar a arma rente ao peito com o cano virado para baixo, para só então guardar no coldre.

"Ele aponta a arma ao abordar porque não sabe se a pessoa é de bem ou não. Hoje, marginais usam terno e gravata. Queixa-se de que 'Ele [PM] abordou o carro, e eu estava com duas crianças'. Mas muitas vezes uma criança olhou diferente para o policial, ele parou o carro, e era um sequestro-relâmpago, a mãe estava à mercê do marginal", disse. Em agosto, a PM lançará uma campanha para mostrar que a abordagem policial, apesar de "incômoda", é necessária para a segurança.

"É o maior trabalho da polícia, são 9 milhões de abordagens por ano, e o mais importante que crimes são evitados - por ano, a PM prende 120 mil pessoas em flagrante, recaptura 15 mil procurados pela Justiça; tira de circulação 15 mil armas e 40 toneladas de drogas", relatou o coronel, ao considerar que, das 150 mil ligações 190 por dia no Estado, 15 mil vezes (10%) a polícia vai abordar o cidadão. "Um policial ou outro age errado. Quando acontece, somos firmes também na depuração interna, ele vai para a rua."

Presente à reunião, o vereador José Carlos Proença (PSDB) ressaltou as informações prestadas. "O comandante-geral pôde expor todo o aparato que a PM emprega para atender a população e incentivou a denunciar para prevenir o crime. As autoridades e lideranças levam para suas cidades orientações para ajudar no combate à criminalidade", disse. Embu estava representada ainda por integrantes do Consegs (Conselho Comunitário de Segurança) Parque Pirajuçara e Centro, Valdir Xavier e Edimaldo Antero, respectivamente, e pelo comandante da Guarda Municipal, Dirceu Alves.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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