Vereadores se reúnem com diretor do Hospital Geral Pirajuçara e cobram atendimento a pacientes de Embu

Por Assessoria de Comunicação | 9/05/2011


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"Os moradores de Embu das Artes que sofrerem infarto ou derrame cerebral, por exemplo, não podem continuar privados de internação no HGP, pois é a unidade de referência mais próxima que temos. Fechar a porta para nosso município e atender pacientes de outras partes do Estado não é justo e vamos lutar contra isso", disse o Professor Silvino (PT).

Em conjunto, os vereadores questionaram também a responsabilidade do governo do Estado na assistência à saúde. "Hoje teríamos que ter o triplo de hospitais gerais para atender o Estado de São Paulo, e o triplo de leitos a mais no HGP para atender com dignidade os municípios de Embu das Artes e Taboão da Serra", concluíram os parlamentares da Câmara Municipal.

Em resposta aos vereadores, o superintendente Salomão disse que o HGP foi projetado nos anos 80 para atender pacientes vítimas de acidentes, porque o município de Embu é cortado por uma rodovia "violenta" – Régis Bittencourt (BR-116) – e que a cidade também registrava altos índices de violência e muitos feridos por armas de fogo ou faca.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETE
Silvino questiona Dr. Salomão sobre falta de vagas para internação

"A função do HGP continua a mesma, receber pacientes politraumatizados, que por terem permanência longa na UTI dificultam a liberação de vagas para atender vítimas de outras ocorrências como enfartados ou que sofreram AVC", disse Salomão.

Para o superintendente do Hospital Pirajussara, a região deveria ter unidades hospitalares para pacientes clínicos que tiveram crise de diabetes ou hipertensiva, porém não precisaria ser um "hospital tão pesado como o HGP".

"A região necessita de algo intermediário, talvez dois hospitais pequenos, com 60 ou 70 leitos para atender esses pacientes que, infelizmente, acabam ficando por dias em pronto-socorro", conclui Salomão.

Salomão assegurou também que Embu e Taboão ficam com 90% das vagas de internação, que chegam a 1.500 por mês. "Embu demanda mais internações e Taboão, mais exames", disse. Informou ainda que por mês são abertas 1.500 novas vagas de consulta para cada município e que o HGP faz cerca de 15 mil atendimentos ambulatoriais mensais.

Salomão pediu confiança no hospital. "A diretoria é muito atenta, se percebo que algum médico está negando vaga por má fé, demito. O hospital é altamente comprometido com a região”, afirmou, assumindo, inclusive, o compromisso de realizar um amplo debate sobre o tema com a Aversud (associação de vereadores da região) e Conisud (consórcio de prefeitos).

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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