Rede de ensino de Embu terá campanha de prevenção e combate ao bullying

Por Assessoria de Comunicação | 8/07/2011


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Segundo a lei aprovada (37/2011), entende-se por bullying a prática de atos de violência física ou psicológica, de modo intencional e repetitivo, exercida por indivíduo ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima. Bullying, palavra de origem inglesa, significa tiranizar, ameaçar, oprimir.

São exemplos de bullying acarretar a exclusão social; subtrair coisa alheia para humilhar; perseguir; discriminar; amedrontar; destroçar pertences; instigar atos violentos, inclusive com meios tecnológicos, como fotos ou filmes de celulares, muitas vezes postados em redes sociais, visando humilhar e expor ainda mais a vítima, casos comuns nesta nova era tecnológica, em que qualquer criança ou adolescente tem acesso a essas novas mídias.

Segundo a nova lei, constituem objetivos a serem atingidos: prevenir e combater a prática do bullying nas escolas; capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema; orientar os envolvidos em situação de bullying, visando à recuperação da autoestima, o pleno desenvolvimento e a convivência harmônica no ambiente escolar.

Fotos: Divulgação; Adilson Oliveira/CMETE
Representação de bullying; Pires apresenta projeto contra a prática

A lei também visa, segundo ainda justificativa apresentada pelo vereador Pires, envolver a família no processo de construção da cultura da paz nas unidades escolares; realizar palestras, debates, seminários a respeito do assunto, incentivando a tolerância e o respeito mútuo no ambiente escolar - uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros afirmou já ter sofrido bullying.

Também determina que a Secretaria Municipal de Educação observará a necessidade de realização de diagnósticos das situações de bullying nas escolas, bem como o seu constante acompanhamento, respeitando medidas protetivas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O governo poderá realizar convênios ou parcerias para garantir o cumprimento dos objetivos de medidas de combate ao bullying escolar.

Histórico
O vereador Carlos Pires, na defesa de sua nova lei, citou dois casos em que o bullying foi o ato "disparador" de grandes tragédias. No primeiro, de 2004, um aluno de 18 anos, de uma escola de Taiúva (região de Ribeirão Preto, SP), feriu oito pessoas com disparos de um revólver calibre 38, suicidando-se em seguida. O jovem era obeso e, por isso, vítima constante de apelidos humilhantes.

O segundo caso, muito mais grave e recente, é o do ex-aluno Wellington Menezes, da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, que retornou à sua antiga escola para, fortemente armado, ferir e matar a tiros dezenas de alunos. O trágico resultado foi a morte de 12 adolescentes e o suicídio do assassino, ao ser cercado por policiais.

Pires acredita que, ao criar um estigma ou um rótulo sobre as pessoas, é como pré-conceituá-las, ou seja, praticar o bullying. Além de ser uma agressão moral, é uma atitude de humilhação que pode deixar sequelas emocionais à vítima para o resto de sua vida.

Para o vereador, o trabalho de prevenção, conscientização e combate ao bullying nas escolas permitirá o desenvolvimento de ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância e respeito mútuo entre alunos e docentes.

Estimular e valorizar as individualidades do aluno, potencializar as eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da autoestima dos estudantes são objetivos a serem atingidos com a aplicação dessa nova lei municipal, ressalta Pires.

(Márcio Amêndola – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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