Arthur fala em tribuna que atendimento no IML da região 'deixa muito a desejar'

Por Assessoria de Comunicação | 23/08/2011


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Segundo ele, "todo mundo passa por essa atribulação de perder um parente e necessitar de atendimento no serviço médico legal", e que esse tipo de situação não pode ser tolerado. O vereador pediu a interferência do presidente da Câmara Municipal, Silvino Bomfim, para que uma reunião seja realizada entre os vereadores e os responsáveis pelo IML em Taboão.

"Para que tem diretor lá [no IML]? Não dá para tolerar que deixem as pessoas esperando atendimento no sol quente, enquanto médicos não cumprem seu papel”, desabafou Arthur, que concluiu que o serviço do órgão "deixa muito a desejar". Silvino (PT) disse que recentemente teve de interceder por uma família que necessitou do Serviço de Verificação de Óbitos.

"Liguei para o SVO ao meio-dia e responderam que o médico estava em horário de almoço e só voltaria às 15 horas", disse o presidente, que classificou a situação de absurda. "Já oficiei ao IML, mas não obtive resposta", afirmou o vereador. Segundo Silvino, o IML é de responsabilidade da Secretaria de Saúde do Estado, que deveria estar mais atenta a esse descaso.

Fotos: Adilson Oliveira/Márcio Amêndola-CMETE
IML em Taboão; Arthur critica atendimento do órgão em plenário

O vereador Carlos Pires (PDT) também criticou o IML. "A colocação do Arthur é oportuna e bem-vinda, estamos preocupados com o atendimento no IML. Já discutimos essa questão na Comissão Mista da Câmara. É o município de Embu quem indica o médico que atua no SVO, a Prefeitura de Taboão, por sua vez, paga o aluguel do prédio, mas as outras cidades da região também deveriam colaborar, já que o IML atende a toda a região", afirmou.

Pires disse que, "se eles não estão atendendo bem à população, temos de ir em comissão até lá para fiscalizar e ver o que está acontecendo". O vereador defendeu uma visita conjunta ao IML envolvendo vereadores de todas as cidades do Conisud (Taboão, Embu, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, São Lourenço da Serra e Juquitiba).

O vereador disse que no IML em Taboão "as famílias passam duas vezes pelo luto, uma pelo falecimento de um ente querido, e o de ter de ser atendido pelo SVO de Taboão sem o menor respeito", atacou.

O vereador Luiz Calderoni (PMDB) concordou com as críticas dos colegas e disse que "em São Paulo não tem isso, não tem horário, IML é 24 horas; não querendo comparar, mas Embu paga parte das despesas do serviço, e a Delegacia Seccional e a Secretaria de Saúde do Estado também são responsáveis", alertou. Ele disse que constatou que “realmente o trabalho por lá [no IML] começa às 10, até 11 horas da manhã".

"As famílias, às vezes, nos procuram na angústia, às 7 horas da manhã, por causa da morte de um parente, e tem de ficar três, quatro horas esperando”, denunciou. Calderoni disse que os problemas de demora são os mesmos, tanto para casos de acidentes, por exemplo, como para morte por doença, em casa. “Não dá para aceitar essa situação, é muito doloroso para as famílias”, lamentou.

Silvino disse que a primeira providência deve ser a cobrança de uma atitude por parte da Secretaria de Saúde das cidades envolvidas, pressionando pela melhoria dos serviços do IML. "Acredito que a fiscalização do horário de trabalho desses médicos pode ser feita pelas secretarias que os contratam, mas realmente não dá para concordar que as pessoas tenham de esperar até seis horas para que um médico volte do almoço”, concluiu.

A Câmara de Embu irá cobrar dos órgãos competentes a fiscalização do horário de trabalho e um melhor atendimento do IML à população da região.

(Márcio Amêndola – Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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