Vereadores intensificam mobilização por vagas para pacientes de Embu em hospital da região

Por Assessoria de Comunicação | 29/09/2011


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Os vereadores se reuniram com o coordenador das Regiões de Saúde do Estado, Affonso Viviani Jr., e reivindicaram reforma e ampliação do número de leitos do HGP, além da possibilidade da construção de um novo hospital de referência exclusivo para Embu, já que a cidade não tem um único hospital, embora possua cerca de 250 mil habitantes. Viviani Jr. prometeu um estudo técnico para verificar as falhas e possíveis soluções para o problema.

Na audiência - da qual participaram também as diretoras técnicas Iramaia Luvizotto, da Coordenadoria Regional de Saúde da Grande São Paulo (DRS-1), e Eliana Carvalho, da Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde -, a vereadora Ná (PT) ressaltou que a falta de leitos para os embuenses no HGP tem causado até mortes nos pronto-socorros da cidade, e que a saúde pública é uma das principais reivindicações da população.

O vereador Silvino (PT) explicou que os PSs são a principal porta de entrada para os hospitais do Estado, mas os pacientes são barrados e permanecem, às vezes, em estado gravíssimo dentro de um local que seria apenas para primeiro atendimento. Ele defendeu a instalação de um PA (pronto atendimento) no Hospital Pirajussara, a exemplo do que já acontece no Hospital Geral de Itapecerica (HGIS), mas Viviani Jr. descartou a ideia.

Gilvan (PPS) informou que os 66 vereadores das seis cidades que integram o Conisud (Taboão da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba e São Lourenço da Serra, Embu e Itapecerica) estão unidos pela solução do problema da saúde na região desde o governo José Serra, quando o Estado nem sequer os atendia para simples reunião. Ele elogiou a postura do governo Alckmin, que "ao menos agora tem nos atendido e ouvido nossas reivindicações".

Foto: Adilson Oliveira-CMETEA
Vereadores reunidos com técnicos da Saúde na secretaria estadual

Disse ainda que "não é nossa obrigação dar atendimento de saúde, mas tive até de socorrer um enfartado há alguns dias, por omissão do Estado", acusou. Silvino confirmou a situação, disse que, "de quatro casos de enfarto, perdemos duas vidas por não atendimento no HGP". Gilvan também denunciou que pacientes de baixa e média complexidade têm aguardado entre um e dois anos por realização de pequenas cirurgias por falta de vagas.

O vereador João Leite (PT) informou que o município já mantém o PSF (Programa de Saúde da Família), e que o atendimento de saúde no âmbito municipal melhorou muito nos últimos anos, "mas temos a barreira dos casos mais graves, quando temos de enfrentar a busca por uma vaga de internação". O vereador elogiou o HGP, mas com ressalva sobre o acesso. "O hospital é bom, difícil é o cidadão de Embu conseguir entrar lá", reclamou.

Ná reforçou que o município já está fazendo a sua parte. "Temos 12 postos de saúde, quatro equipes de PSF, dois pronto-socorros, dois centros de especialidades e uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e um PS Infantil em andamento (Jardim Santo Eduardo), mas é preciso que o Estado colabore mais no sistema", solicitou. "Estamos fazendo a nossa parte, construímos oito unidades de saúde somente nos últimos anos", enfatizou Silvino.

Viviani Jr. disse que o novo modelo implementado nos últimos anos foi o da "municipalização plena" da saúde Pública, mas reconheceu que as cidades não vêm suportando os custos que a transferência de gestão provoca. Para ele, a vocação do Estado é a média e alta complexidades, de maior custo, e que o pronto-atendimento deve ser feito pelos municípios, mandando os casos mais graves para o sistema regulador, que precisa melhorar, admitiu.

Ele se comprometeu a melhorar as relações do Estado, por meio da representante regional, com a prefeitura de Embu, para que ações integradas possam resolver os problemas existentes. Ao falar sobre a proposta do vereador João Leite de realização de mutirão de cirurgias e exames, para que a fila de espera termine, disse que os sistemas municipal e estadual podem entrar em acordo para que a iniciativa aconteça antes do fim do ano.

Empenhados também em encontrar alternativa, os vereadores indicaram que existe um hospital particular em Itapecerica (na região do Valo Velho, junto ao Rodoanel), o Santa Mônica, que tem mais de 150 leitos, subutilizados, e que poderiam passar a integrar o sistema público da região. Viviani Jr. se comprometeu a verificar a possibilidade. Os parlamentares voltaram a buscar uma solução para a saúde em reunião no dia 21 no Palácio dos Bandeirantes.

(Márcio Amêndola e Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu das Artes)

 

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