No governo do Estado, vereadores reivindicam mais vagas no HGP e hospital para Embu

Por Assessoria de Comunicação | 30/09/2011


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Na reunião - à qual compareceu a chefe-de-gabinete da deputada Analice Fernandes (PSDB), Alice Rainha -, Cury ouviu atentamente as reivindicações e concordou não ser admissível uma cidade do porte de Embu, com cerca de 250 mil habitantes, ainda não ter seu próprio hospital de referência. Afirmou que dentro de duas semanas dará uma posição sobre as providências que o governo do Estado tomará para reduzir os problemas da saúde em Embu.

Arthur (PSDB) disse que "a maior carência que existe em nossa cidade atualmente é a da saúde pública". "Temos o HGIS [Hospital Geral de Itapecerica] e o HGP [na divisa de Taboão da Serra e Embu] gerenciados pelo Estado, mas não temos um hospital só de Embu, e queremos um só para os embuenses, o Estado deveria pensar nessa proposta com carinho", solicitou o vereador, responsável por conseguir a audiência na Secretaria da Casa Civil.

O vereador disse que o município pode doar o terreno para um hospital de médio porte, com pelo menos 100 leitos, "o que ia desafogar o HGP, que atende mais de 40 cidades". Arthur também lembrou da alternativa de integrar o Hospital Santa Mônica, privado, ao sistema regional de saúde pública - com mais de 150 leitos, o hospital, na periferia de Itapecerica da Serra (na região do Valo Velho, junto ao Rodoanel), estaria subutilizado.

Proença (PSDB), vice-presidente da Câmara Municipal, disse que na época da construção dos hospitais regionais de Pirajussara e Itapecerica a região tinha cerca de 250 mil habitantes, e hoje a população é de quase um milhão de moradores. Além disso, Embu está hoje na bifurcação do Rodoanel e da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), e tem de arcar com o atendimento de emergência dos acidentes dessas rodovias, observou o vereador.

Foto: Márcio Amêndola-CMETEA
No Palácio dos Bandeirantes, Rubens Cury, subchefe da Casa Civil, recebe os vereadores Silvino, Dra. Bete, Proença, Arthur e João Leite

A vereadora Elisabete, a Dra. Bete (PDT), lembrou que os hospitais em Itapecerica e Taboão da Serra deveriam ser destinados para o atendimento aos pacientes dos seis municípios da região, mas acabam atendendo dezenas de cidades de todo o Estado, reduzindo ainda mais as vagas para a população local. "O Hospital do Pirajussara é muito bom, mas o fato é que as pessoas estão morrendo sem ter a chance de entrar lá", lamentou.

João Leite (PT) enfatizou que pacientes de Embu sofrem enquanto os procedimentos de média e alta complexidades contemplam pacientes de outras regiões, ao relatar que no pronto-socorro do Jardim Vazame a prefeitura atende 23 mil pessoas por mês, e no PS Central, outras 18 mil. "São mais de 40 mil munícipes atendidos, e quando o caso é mais grave as pessoas acabam morrendo por falta de vagas nos hospitais de referência", advertiu.

Silvino (PT), presidente da Câmara Municipal, lembrou da mobilização de inúmeras lideranças comunitárias e políticas pela implantação dos hospitais regionais, "uma luta que veio dos anos 1980, até a construção dos hospitais de Itapecerica e do Pirajuçara, mas a realidade hoje é outra, a população quadruplicou", observou o vereador, na linha de frente no Legislativo por maior disponibilização de vagas no HGP a pacientes de Embu.

Cury, que também é médico e foi prefeito de Bauru (SP), resumiu a questão: "Percebi que o problema é a porta de entrada, os hospitais de referência, que são bons, mas não atendem à demanda, e este é o ponto que podemos tentar melhorar". Disse ainda confiar na capacidade técnica do coordenador das Regiões de Saúde do Estado, Affonso Viviani Jr., com quem os vereadores se reuniram cerca de 15 dias antes na Secretaria da Saúde.

Afirmou que recomendará estudo de demanda para verificar o que os vereadores já sabem, que, com o aumento da população, a solução é o aumento do número de leitos por habitante. “O orçamento do Estado para 2011 é de R$ 14 bilhões, para construir um hospital gasta-se até pouco, uns R$ 70 milhões, mas o problema é que um hospital deste porte gasta a mesma quantia por ano, são R$ 70 milhões que o Estado terá de bancar", ponderou.

O subchefe não descartou, porém, a possibilidade de que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) acene com a construção de um novo hospital. "Sei que vocês estão sofrendo lá na ponta do atendimento, mas buscaremos as melhores soluções para melhorar a saúde pública na região", prometeu. Os vereadores avaliaram que o encontro representou um avanço no esforço de reunir condições para atender as necessidades de saúde do município.

(Márcio Amêndola e Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

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