Artistas, lideranças e autoridades celebram Embu das Artes em sessão histórica

Por | 10/11/2011


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Artistas, pela produção e ativismo que valeram o célebre nome da cidade, líderes comunitários, membros de entidades e instituições e representantes empresariais, pela atuação e investimentos durante décadas em prol do município, e agentes políticos, pela gestão e legislações em benefício da população em 52 anos de emancipação, entre integrantes do Comitê Pró-Plebiscito por Embu das Artes, receberam diploma de honra ao mérito.

Entre 37 artistas agraciados, o diploma foi conferido à pintora Raquel Trindade, presente; e aos escultores Cássio M'Boy (1896-1986), Sakai (1914-81), Assis de Embu (1931-2006) e Vicente de Paula, ao pintor e teatrólogo Solano Trindade (1908-71), aos pintores Azteca (1914-97), Nazaré, Mendel (1946-96), Panayotis (1941-2011) e Aurino Bomfim (1946-2006), e ao artesão Cristo de Embu (1941-2009), falecidos, que estavam representados.

Do comitê, 43 cidadãos foram contemplados, entre eles Hillman Albrecht (Acise - associação empresarial), Carlos Camargo (Ordem dos Advogados de Embu), Marco Mendonça (Associação Viva Embu), Alcionei Feliciano (Conselho de Pastores), João Rodrigues (Orçamento Participativo), Débora Kawamura (Rotary Club), Sebastião Paixão (Sindicato dos Funcionários Públicos), além de secretários municipais, presidentes de partidos e os 13 vereadores da cidade.

Foram também homenageados os seis prefeitos da história da cidade, entre eles Annis Bassith (1960-63/69-72) e Joaquim de Moraes, o Quinzinho (1964-68/89-92), presentes - o deputado Geraldo Cruz (2001-08), em votação na Assembleia, justificou ausência. Foram lembrados os vice-prefeitos, como Roberto Terassi e Nataniel Carvalho, além de Spencer Oliveira Filho, citado ainda entre ex-presidentes da Câmara, junto com Maria das Graças de Souza.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETEA
Com exposição de fotos antigas da feira de artes e centro histórico, plenário da Câmara lotado; artistas, lideranças e autoridades entre os homenageados; presidente Silvino exalta "heróis" de Embu das Artes

"Nossa Lei Orgânica, durante a gestão de nossa querida ex-vereadora Maria das Graças já foi, ainda em 2006, marcada com o nome oficial de 'Embu das Artes', que agora consolida essa certidão de nascimento, de fato e de direito. Parabéns a todos que contribuíram para que chegássemos até aqui, com os olhos no futuro, sem negligenciar a memória de nossos heróis do presente e do passado", discursou o atual presidente da Câmara, Silvino Bomfim (PT).

O vereador Aparecido Pereira Dias (PT) considerou a oficialização de Embu das Artes como parte do processo de evolução do município. "Lembro-me muito das décadas de 1970 e 1980, das dificuldades que tínhamos na periferia, da separação entre um lado e outro da cidade. Hoje vemos a união, não mais a divisão entre centro e periferia. No passado, a coleta de lixo era feita com uma carroça. Hoje, nossa cidade cresceu, está muito mudada", salientou Didi.

O nome oficializado faz jus ao que a cidade é hoje, uma terra das artes, falou o vereador José Carlos Proença (PSDB). "A população participou ativamente do plebiscito, tanto pelo voto no ‘Sim’, como no ‘Não’, o importante é que manifestou sua vontade”, disse. A vereadora Maria Cleuza (PT) frisou que Geraldo Cruz foi um dos que lutaram para que, "com orgulho, pudéssemos dizer que moramos em Embu das Artes". "Todos estamos de parabéns."

"Temos de dar a César o que é de César: os artistas de Embu são os maiores merecedores da homenagem. O prefeito Chico Brito levou esse projeto adiante. Sem a Assembleia Legislativa não teríamos oficializado o nome. Todos têm o mérito”, disse o vereador Luiz do Depósito (PMDB). “Chico Brito teve a coragem de querer esse plebiscito. A população expressou nas urnas a sua vontade. Viva Embu das Artes!", festejou o vereador Júlio Campanha (PTB).

Homenageado por liderar movimento pela realização da consulta popular que resultou na aprovação, por 66,46% dos votos, à oficialização do nome, Chico disse se sentir mais um no projeto que era "um sonho sonhado por muita gente". "O plebiscito foi ótimo, com 117 mil presentes [às urnas], e uma abstenção menor do que o do desarmamento. Quem jogou contra [Embu das Artes] quebrou a cara! Embu das Artes é do povo da cidade”, declarou.

Logo que a Assembleia mudou a Constituição e possibilitou alterar nome de cidades, a trajetória da mudança começou com coleta de mais de duas mil assinaturas, em 2009, e chegou ao plebiscito, em maio deste ano, com vitória do "Sim". O processo foi ratificado com a lei 14.537, assinada em 6 de setembro. Nascido na data na maternidade municipal, Arthur - a criança-símbolo de Embu das Artes -, no colo dos pais, também foi homenageado.

'CIDADÃO EMBUENSE'
Na cerimônia, os vereadores entregariam o título de "Cidadão Embuense" ao desembargador Walter de Almeida Guilherme, que, porém, não pôde estar presente, e agora poderá receber a honraria no próximo dia 23, após sessão, às 19h. Segundo a mesa-diretora, o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) demonstrou grande espírito público ao marcar o plebiscito. "Essa vitória tem em grande medida a contribuição do ilustre desembargador", diz.

(Adilson Oliveira e Márcio Amêndola - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu das Artes)

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