Vereadores manifestam pesar pela morte do artista plástico Gileno Bahia e fazem moção

Por Assessoria de Comunicação | 2/10/2012


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Gileno iniciou a trajetória profissional em 1971, ao expor obras com grande sucesso em uma galeria na ilha de Saint Martin, nas Antilhas Francesas, ponto de partida para dezenas de exposições individuais e coletivas em todo o Brasil e no exterior, como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra. Nos anos 1980, ele já participava do movimento artístico de Embu, e foi premiado com a “Medalha de Ouro” no 8º Salão de Artes de Embu das Artes.

Fotos: Divulgação / Adilson Oliveira-CMETEA

Ele foi agraciado no evento com a obra em tapeçaria intitulada “Banco de Plânctons do Atlântico”, entre muitos outros prêmios que foram a marca do reconhecimento de seu trabalho na cidade e no mundo. Em 1986, projetou o nome de Embu no Japão, ao participar da “Coletiva em Hino”, cidade-irmã de Embu, na Província de Shiga, onde sua obra foi vendida. Recebeu um diploma de mérito oferecido pelo prefeito de Hino, Chuzo Morita.

Ele voltou a ter reconhecimento em terras nipônicas ao participar em Tóquio em 1988 da “Coletiva Brasil x Japão”, com patrocínio de Serena Trading Company e Varig. Além das atividades artísticas, participou intensamente do período de redemocratização no Brasil. Em Embu, foi líder comunitário, político e ambiental. Foi secretário-adjunto de Turismo de Embu e fundador da Associação dos Amigos e Moradores do Jardim Santa Luzia.

Vereadores na sessão em que apresentaram moção de pesar, e público presta um minuto de silêncio em memória de Gileno (detalhe)

Gileno foi também candidato a vereador na cidade. Preocupado com problemas ambientais, fundou com alguns amigos o Instituto de Plantas Nativas (Ieplan), do qual era presidente. No viveiro Maíra, no Jardim Chácara da Fonte (região central), produzia mudas de plantas nativas, e promoveu a campanha do pau-brasil, com plantio de várias mudas da árvore em diversos locais, inclusive na entrada da Prefeitura de Embu das Artes.

Em reconhecimento a sua significativa obra artística, o nome de Gileno Bahia consta do “Dicionário de Artes Plásticas” editado pelo MEC (antigo Ministério da Educação e Cultura) e do “Dicionário Júlio Louzada”. “Querido por todos, deixará saudades e sua marca de otimismo e fé na humanidade”, diz moção apresentada pela mesa-diretora e demais vereadores que a assinaram, em que manifestam “profundo pesar” pela morte do artista.

(Adilson Oliveira e Márcio Amêndola - Assessoria de Comunicação de Embu das Artes)

 

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