Presidente da Câmara cursará Escola de Cidadania de Embu das Artes e Região

Por | 27/02/2013


Foto:


A aula magna contou com a presença do prefeito Chico Brito; de Luis França, representando o padre Ticão, da Escola da Cidadania da Zona Leste; padre Jaime Crowe, da Escola de Cidadania da Zona Sul e Jardim Ângela; do deputado estadual Geraldo Cruz; de Renato Nabas, representando a Pró-Reitoria de Extensão da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); e da conferencista Estella Gracianne, que abordou o tema "Movimentos sociais".

"A ideia da escola é genial, e estou inscrito para o curso que trará professores de renome para Embu das Artes. O conhecimento é fundamental na área da cidadania, para aprendermos a debater a vida em sociedade e buscar solu-ções coletivas para problemas vividos pela sociedade contemporânea. Fazer um curso desses, com esses professores, é praticamente impensável para a maioria dos inscritos. Seria muito caro”, declarou Doda, presente à abertura.

Chico falou da importância de se adquirir conhecimento e que, "em muitas fa-culdades particulares, o curso não custaria menos de 15 mil reais por pessoa". Ele e Doda se referem a profissionais de renome, como Lucia Helena Rangel, doutora em antropologia pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciên-cias Sociais da PUC-SP; as professoras Celina e Simone Hipólito, o sociólogo Rudá Ricci e a deputada federal e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina.

Para Chico, a escola "é a síntese do desejo de quem é militante, sempre se formando, se renovando", diferente, segundo ele, do "militonto", aquele que faz política pela política. "Para ser militante, tem que ter conhecimento, aprofundar os temas com viés democrático popular", explicou. A Escola da Cidadania, com parceria da prefeitura e da Unifesp, começou a ser idealizada durante o 8º Encontro Nacional de Fé e Política, realizado na cidade em 2011.

Segundo ele, a Escola da Cidadania não caiu do céu. “O Movimento Fé e Política é fruto do movimento da Teologia da Libertação, que por sua vez resultou do Concílio Vaticano 2º, que fez a opção preferencial pelos pobres”, lembrou. “O que sou hoje devo à formação que tive dentro das Comunidades Eclesiais de Base", frisou Chico. O Vaticano 2º foi uma assembleia de prelados católicos nos anos 60 que colocou a Igreja na linha da transformação social.

Foto: Guego-PMETEA/Reprodução
Alunos e ouvintes na abertura da Escola da Cidadania da região

OPÇÃO PELOS POBRES
Geraldo Cruz lembrou que padre Jaime, do Jardim Ângela, foi seu professor na década de 80, quando o religioso atuava na igreja do Jardim Santa Emília, em Embu das Artes. “Precisamos aprender a exercer a cidadania para disputar espaço na política”, salientou o ex-prefeito e ex-vereador. Renato Nabas, da Unifesp, afirmou que a Escola da Cidadania "é uma forma de se fazer a articulação da universidade com a comunidade, tornando-a mais viva”.

O militante Luiz França informou que o papel da escola é mostrar a todos que “eu só posso estar bem quando todos ao meu lado estiverem bem". "Sem isso não existe cidadania", afirmou. Para Padre Jaime, a cidadania é uma conquista e, por isso, “nossa fé tem que ser política, porque acredito numa nova economia, porque acredito numa economia solidária e acredito na inquietude da juventude que pode fazer a diferença”.

Na primeira aula, Estella Gracianne disse que a Escola de Cidadania é um lugar de trocas, de mudar ou consolidar opiniões. "O meu eu não pode resolver tudo. Tenho que aprender a conviver com os outros", falou aos presentes. Em parceria, Embu das Artes e organizações sociais da zona Sul de São Paulo constituíram, em 2012, o terceiro núcleo da escola no Estado – o primeiro é o de São José dos Campos, o segundo é o da região leste da capital.

A recém-criada Escola da Região Sul - Santo Dias foi constituída com a participação de pessoas de Embu das Artes, Taboão da Serra e Itapecerica da Serra, que decidiram trazer a experiência para a região para facilitar o acesso aos moradores de outras cidades. A base teórica da Escola da Cidadania de Embu das Artes e Região é o educador pernambucano Paulo Freire (1921-1997), com a "Pedagogia da Esperança".

Defende que o protagonismo incentive a participação social, colaborando para o desenvolvimento do indivíduo e sua comunidade. Busca sensibilizar os partici-pantes para uma compreensão mais ampla da sociedade e o funcionamento das instituições políticas, desempenhando com mais confiança e interesse o papel de cidadãos e cidadãs comprometidos com o desenvolvimento do país - tudo para entender pessoas e o jogo da política na sociedade moderna.

Alguns objetivos específicos da Escola de Cidadania: fazer o cidadão reconhecer a importância da política no dia-a-dia; ser o espaço de diálogo e debate, criando gosto e interesse pela política; apontar caminhos para que a cidadania se efetive; fortalecer os cidadãos e cidadãs para que haja o controle social sobre as políticas públicas; transformar e fortalecer para que conscientes de sua força possam mudar a sociedade.

Arte: Adilson Oliveira-CMETEA


(Rita de Biaggio - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

Comentários

Nenhum comentário até o momento