Sabesp presta contas e promete investir R$ 50 milhões em coleta e tratamento de esgoto

Por | 6/03/2013


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Os vereadores de Embu das Artes têm reunião marcada com o gerente comercial da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Levi Bacarin, na próxima quarta-feira, 13 de março, na Câmara, para tratar de problemas crônicos de falta de água em vários bairros do município, falta de rede de esgoto e serviço de tapa-valas. Eles vêm cobrando em sessões atendimento de qualidade à população da cidade.

O encontro de prestação de contas teve a presença da diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, dos prefeitos Chico Brito (Embu), Amarildo Gonçalves (Itapecerica), Clodoaldo Leite (Embu-Guaçu), Luís Gabriel Fernandes (Rio Grande da Serra), do secretário-adjunto de Obras de São Bernardo do Campo, Sérgio Suster, e do secretário de Meio Ambiente de Ribeirão Pires, Temístocles Cristófaro. As três cidades do ABC fazem parte do projeto.

Foto: Rita de Biaggio-CMETEA
Prefeitos da região e ABC reunidos com diretora e técnicos da Sabesp

O governo do Estado, por meio da Sabesp, executa uma série de obras de coleta e tratamento de esgoto nas cidades das bacias das represas Billings e Guarapiranga (sul da Grande São Paulo). Entre 2011 e 2014, o investimento total chegará a R$ 400 milhões, garantindo mais saúde e qualidade de vida aos moradores, segundo a empresa. Em 2011 e 2012, foram aplicados R$ 180 milhões. O restante dos recursos será investido em 2013 e 2014.

Essas obras são essenciais para que a Sabesp atinja a meta de universalizar o saneamento na região até 2018, assegurando 100% de água tratada, 100% de coleta e 100% de tratamento de esgoto, cujos contratos com as prefeituras do Conisud já foram assinados - renovados por 30 anos. Segundo Dilma, a Sabesp é a única empresa de saneamento do Brasil que tem créditos com grandes financiadores, e a maioria dos investimentos são de longo prazo.

A companhia representa 30% do investimento do país em saneamento. “Em 2006, nossos investimentos eram de R$ 900 milhões por ano, hoje são R$ 3 bilhões”, destacou a diretora-presidente da Sabesp. Segundo relatório apresentado na reunião, os resultados já aparecem nos dois grandes mananciais urbanos da Região Metropolitana de São Paulo, as bacias hidrográficas da Billings e da Guarapiranga.

Relatório da ANA (Agência Nacional de Águas) divulgado em 2012 mostrou que a qualidade da Billings passou de boa para ótima na medição feita no braço Taquacetuba, onde é feita a captação de água para abastecimento. Na Guarapiranga, as ecobarreiras instaladas pela Sabesp na represa ajudam a retirar em média um caminhão de lixo por dia. Além de garantir a qualidade da água, a iniciativa contribui para o lazer e prática de esportes pelos moradores.

Foto: Rita de Biaggio-CMETEA
Técnico da Sabesp mostra sistema de abastecimento em Embu

PREFEITOS COBRAM AGILIDADE
Chico Brito (PT), que em 2011 enviou à Câmara projeto de renovação de contrato do município com a Sabesp e foi aprovado, destacou o empenho da companhia e falou do sucesso da despoluição do córrego Ressaca. “As obras de saneamento são caras e não têm visibilidade”, disse. Reafirmou, porém, a crença na despoluição dos rios, que considerou acertada. “Despoluindo os afluentes, certamente irá melhorar o rio Tietê”, declarou.

Chico também cobrou o fim da falta d'água no Jardim dos Moraes, avisou que encaminharia pedido de convênio para tapar os buracos feitos pela Sa-besp e se dispôs a colaborar na busca por uma solução para o Complexo do Pirajuçara. O superintendente da unidade sul de negócios da Sabesp, Roberval Tavares, disse que até outubro o caso do bairro deverá ser resolvido com a instalação de adutora e pediu o envio de ofício para agilizar o tapa-valas.

Ele mostrou detalhes das ações desenvolvidas em Embu das Artes, que possui 99,5% de ligações na rede, 66,2% do esgoto coletado e 55,0% tratado, relatou. Sobre a canalização e criação de coletores de esgoto do córrego Pirajuçara (que corta Embu e Taboão), Dilma disse que já existe um projeto pronto, com financiamento da Caixa Econômica Federal, mas a implantação emperrou na remoção de cerca de 800 famílias para um novo local.

“Articulamos com o prefeito de Taboão da Serra e CDHU na época, mas o município não conseguiu o terreno para a construção das casas, portanto, teremos um novo direcionamento, um novo traçado para dar continuidade”, afirmou a diretora-presidente. Ela se predispôs a reunir todos os órgãos envolvidos na questão (CDHU, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano - estadual -, prefeituras e Sabesp) para encontrar uma solução.

Foto: Rita de Biaggio-CMETEA
Prefeitos e presidente da Câmara de Embu, Doda (dir.), no encontro

Os prefeitos Amarildo Gonçalves, o Chuvisco, de Itapecerica, e Clodoaldo Leite, de Embu-Guaçu, ambos do PMDB, também cobraram maior agilidade na prestação de serviços da Sabesp. Sérgio Suster contou que São Bernardo do Campo fez convênio com a Sabesp para implementar o serviço de tapa-valas, uma “pedra no sapato” dos prefeitos. “É um serviço caro e a prefeitura tem colocado dinheiro, porque o que a Sabesp paga é insuficiente”, alertou.

O prefeito Luís Fernandes (PSDB), de Rio Grande da Serra, falou que "investir em saneamento traz melhorias ambientais, valoriza imóveis e garante benefí-cios à população”. Ele parabenizou a Sabesp pelo trabalho realizado na cidade. Dilma falou sobre o Plano de Investimento Regional, propôs aprofundamento e melhoria das parcerias e alertou para a importância da ligação das residências às redes de esgoto como elemento importante para atingir o saneamento.

Também durante o encontro, realizado no Centro Cultural Mestre Assis, o diretor regional da Sabesp, Paulo Massato, fez exposição sobre as ações da empresa, como o Sistema Integrado Metropolitano de Abastecimento de Água, Sistema de Esgotamento Sanitário , Programa Metropolitano de água, Programa Mananciais Vida Nova, Programa Córrego Limpo, Programa de Redução de Perdas, Projeto Tietê, Programa Se Liga na Rede.

(Rita de Biaggio - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes, com informações da Sabesp)

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