Vereadores pedem para Sabesp solução já para falta d'água, tapa-valas e esgoto entupido

Por Assessoria de Comunicação | 15/03/2013


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Em 2011, os vereadores aprovaram a renovação do contrato da prefeitura com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo por mais 30 anos. Pelo novo acordo, Embu das Artes deverá receber investimentos de R$ 150 milhões nos próximos cinco anos, no total de R$ 310 milhões até 2040, sendo R$ 189 milhões em obras de esgoto e R$ 121 milhões, em rede de água. Antes de votar, eles foram enfáticos em cobrar melhorias no serviço.

Foto: Gabriela Rocha/CMETEA
Técnicos da Sabesp, vereadores e moradores reunidos na Câmara

Participaram da reunião os vereadores Sandoval Pinheiro, presidente da Câ-mara, Jabá do Depósito, Jefferson Siqueira, Carlinhos do Embu, Ney Santos, Edvânio Mendes, Dra. Bete, Clidão do Táxi, João Leite, Gilvan da Saúde, Luiz do Depósito, Dr. Pedro Valdir e Rosana Almeida. Funcionários da Sabesp na região, Levi Bacarin, gerente comercial, Dirlene Gomes, gerente de Água, e Hélio da Costa, assessor de Assuntos Institucionais, ouviram muita reclamação.

Os problemas concentram-se de acordo com a região do município. Por exemplo, a região mais alta, como Jardim Santo Eduardo, Mimás, Presidente Kennedy, Emílio Carlos, Isis Cristina, Santa Bárbara, Santa Tereza, Jardim dos Moraes, Engenho Velho, sofre com falta d'água intermitente - em algumas ruas, ela chega por volta da meia-noite, mas às 2 horas da manhã as torneiras já estão secas, em abastecimento insuficiente que gera grande transtorno.

Foto: Gabriela Rocha/CMETEA
Bacarin fala ao lado de Dirlene e Costa, entre Edvânio e Carlinhos

Quando a questão é esgoto, a situação piora. Os vereadores relataram esgoto a céu aberto na avenida Constantinopla e no Jardim do colégio, que o posto de visita ("PV") na rua Botucatu entope a cada 15 dias, e o pedido de conserto leva até 60 dias para ser atendido pela Sabesp. O PV é também chamado de câmara visitável, através de abertura existente em sua parte superior, destinado à execução de trabalhos de manutenção e inspeção.

Os vereadores também questionaram sobre a canalização com criação de coletores de esgoto do córrego Pirajuçara (que corta Embu), que já tinha financiamento da Caixa Econômica Federal, mas emperrou na retirada de cerca de 800 famílias da beira do córrego. Segundo a Sabesp, o projeto foi totalmente refeito e está em fase final de elaboração, após o impasse na remoção e construção de moradias para transferência das pessoas.
 
Foto: Gabriela Rocha/CMETEA
Presidente Doda (3º esq.), vereadores e assessores na reunião

Em reunião com prefeitos da região, realizada em Embu das Artes, no dia 28 de fevereiro - da qual participou também o presidente da Câmara de Embu, vereador Sandoval Pinheiro, o Doda (PT) -, a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, mostrou-se aberta para reunir todos os órgãos envolvidos na questão do córrego Pirajuçara (CDHU, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano, prefeituras e Sabesp) para encontrar uma solução.

Jabá (PTC) contou que há um ano cerca de 40 casas, inclusive a dele, alaga-ram com fezes da tubulação da Sabesp. "Estou pagando o esgoto. Tivemos um metro de água suja dentro de casa porque o cano colocado é insuficiente. Quero uma visita da Sabesp lá no bairro", cobrou. "Somos fiscais do povo e esse tipo de reunião deve ser constante para sabermos dos procedimentos da Sabesp, seus planos, metas e como funciona no dia-a-dia", disse Doda (PT).

O presidente da Câmara parabenizou os membros do Orçamento Participativo (OP) presentes à reunião. Recentemente, eles fizeram, com os técnicos da Sabesp, visitas aos bairros, estabelecendo um canal mais ágil de comunicação dos problemas, direto da população à empresa. "Vamos exigir prazo da Sabesp para resolver os problemas pontuados nas 20 regiões", avisou Erisvaldo José dos Santos, o Nino, presidente do Conselho Municipal do OP.

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Gerente Dirlene mostra mapa de abastecimento em Embu das Artes

MAIS ÁGUA E MENOS BURACOS
Dirlene Gomes explicou que a Sabesp iniciou limpeza e reforma da adutora que atravessa a rodovia Régis Bittencourt, entre as empresas Twiltex e Daisa. Disse que a obra vai melhorar o abastecimento de água para os bairros que ficam do "lado de lá" da BR, "mas o problema só será realmente resolvido quando implantarmos um projeto definitivo, com túnel novo e tubulação maior". Esse projeto está em fase de avaliação e deve ser licitado até o final do ano.

A responsável pelo abastecimento no município disse, ainda, que até outubro a falta d'água no Jardim dos Moraes deverá ser resolvida com a instalação de adutora. O gerente comerical Levi Bacarin afirmou que Embu possui 99,5% de ligações de água, 66,2% de esgoto coletado e 55% tratado. Sobre tapa-valas, os técnicos disseram que a demanda é enorme, o serviço é terceirizado, e a Sabesp faz a fiscalização e controle da qualidade por amostragem.

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Vereadores Bete, João Leite, Jefferson (desde a dir.) e moradores

"O trabalho é complexo, o nosso calcanhar de Aquiles", admitiu Bacarin, lembrando que o prefeito Chico Brito anunciou a realização de convênio entre Sabesp e prefeitura, que  assumiria esse serviço. Segundo Bacarin, a empresa terceirizada é punida e multada quando é constatado o não-cumprimento do serviço adequadamente. Ele prometeu encaminhar os pedidos e dar retorno à presidência da Câmara sobre os prazos para resolução dos aproblemas.

Outra cobrança dos vereadores foi o envio de caminhões-pipa para atender emergencialmente a população na falta de água. Levi Bacarin avisou que a Sabesp disponibiliza caminhão-pipa próprio e terceirizado pelos seguintes telefones: 195 (Atendimento Sabesp), 08000119911 (Disk Sabesp) ou pelo número 08000550565 (Ouvidoria). Estavam também presentes à reunião os assessores dos vereadores Gilson Oliveira e Júlio Campanha.

(Rita de Biaggio - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

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