Vereadores cobram que Eletropaulo resolva falta de luz, ligações novas, poda e postes 'errados'

Por Assessoria de Comunicação | 18/03/2013


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Solicitada por vereadores para abordar problemas crônicos a cargo da empre-sa, a reunião já estava marcada para a hora da sessão, que ocorreria em seguida, mas não pôde ser realizada. "Não vamos ter sessão por falta de luz. Isso é constante no Parque Luiza e Jardim Nossa Senhora de Fátima. Que resposta vamos dar à comunidade? Tem situações que são gritantes", reclamou Edvânio Mendes (PT). "A falta de energia veio a calhar. Se estamos sofrendo com a situação, imagine a população", disse Júlio Campanha (PTB).

Fotos: Adilson Oliveira/CMETEA
Sem energia na Casa, vereadores recebem gestores da Eletropaulo

João Leite fala com representantes da Eletropaulo antes da reunião

Luiz do Depósito, que articulou a reunião, apresenta reclamações

Clidão do Táxi (PC do B) disse que em bairros no oeste do município como Itatuba, Capuava, Ressaca sempre falta luz. "Qualquer temporalzinho, cai a energia", disse. Ele cobrou também providências para "fiação em cima das árvores" ao apontar que a prefeitura tem mais de 25 mil ofícios de pedido de poda. "Ou o morador mata a árvore, que é um crime, ou a Eletropaulo tem que nos ajudar", disse, diante da ocorrência de faíscas na rede. "Orientem os técnicos a podar mais, do jeito que estão fazendo não está adiantando."

João Leite (PT) disse ter enviado vários ofícios à Eletropaulo para poda de árvores ao longo da estrada Itapecerica a Campo Limpo, inclusive parte "há mais de um ano, e não foi feita". Ele pediu à empresa que apresente uma programação de execução do serviço, em conjunto com a prefeitura, que precisa autorizar o corte, "sem que precisemos cobrar". Rosana do Arthur (PMDB) relatou também ter solicitado poda, mas está "há um ano sem resposta". "A bronca vem para cima da gente. Queremos solução", disse.

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Edvânio reclama de falta de luz em bairros como Pq. Luiza e Fátima

Clidão cobra fornecimento regular de energia e poda de árvores

Campanha enfatizou que os vereadores "são os primeiros a levar tapa na cara na rua" ao relatar que a ligação de energia em uma residência não foi feita no prazo previsto de 90 dias. Ele criticou também a não regularização de ligações coletivas. "Não é gato, é uma bomba atômica. Se der um curto, as casas se incendiam. Mas eles pagam energia. É a burocracia complicando mais", disse. Cobrou ainda uma "linha direta" com a empresa "para o poder público entrar em contato e saber em quanto tempo um problema será solucionado".

Jabá do Depósito (PTC) alertou também para a falta de providência quanto a várias residências que "puxam" energia de um único ponto. "Não tem que cortar, tem que dar atenção, atender com relógio social, porque o risco de morte é grande. No Ísis Cristina, quase pegou fogo nas casas", disse. O vereador também cobrou afastamento dos fios das fachadas das casas e também poda de galhos. "Árvore em baixo da rede é muito grave. Uma pessoa se acidentou no Jardim do Colégio em estado muito grave", contou.

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Júlio exige linha direta com Eletropaulo por solução rápida de queixas

Rosana cobra resposta e solução céleres para pedidos de serviços

Luiz do Depósito (PMDB), que articulou a reunião, disse que aquela interrup-ção de energia já era motivo "para ver o que está acontecendo" e que a de-mora na poda "agrava ainda mais" não só o problema da falta de luz. "Pessoas tomaram choque", disse. Ele reforçou que na Chácara Caxingui "mais de" 20 residências recebem energia a partir de uma única ligação. "É justo que tenham relógio e possam pagar", afirmou. O vereador também advertiu que "o atendimento para retirar postes de entradas das casas é muito lento".

Cerca de cem moradores de vários bairros afetados participaram da reunião. Indignados, fizeram coro contra "descaso" da falta de luz, postes "no meio do terreno" e não realização de podas e novas ligações. "Não quero energia só na rua, quero nas casas. Chega de juntar protocolo, quero luz", protestou uma moradora. Assessores dos vereadores Jefferson Siqueira (PR) e Ney Santos (PSC) cobraram solução para famílias em propriedades da Eletropaulo ameaça-das de despejo. Carlinhos do Embu (PSC) apoiou a reivindicação dos colegas.

Fotos: Adilson Oliveira-CMETEA
Presidente Doda e Martins ao se pronunciar sob luz de emergência

Vereadores, representantes da Eletropaulo e público na reunião

POSIÇÃO DA ELETROPAULO
O gerente de Poderes Públicos da Eletropaulo, José Antônio Martins, alegou que o período sem energia do consumidor da empresa é de 8h e 25 min por ano, em média, abaixo do limite de 8h e 49 min determinado pela agência reguladora do setor, segundo ele. Anunciou que "aqui [Embu] tem investi-mento importante, a construção da subestação Esplanada", que começa a operar em dezembro. "Vai limitar o número de interrupções na região. A partir de 2014, haverá melhora significativa na qualidade de fornecimento", afirmou.

Martins disse que a Eletropaulo não coloca postes na entrada de imóveis, mas "na divisa do lote", nem define tarifa para remoção. Concordou, porém, "anali-sar casos mais dramáticos para equacionar custos e retirar os postes", e pro-meteu resolver o uso irregular da rede e pedidos de ligações - selou compro-misso com aperto de mão de reclamante. "Investimento na região é de R$ 35 milhões. Precisamos de voto de confiança para melhorar ainda mais", falou. Subdivisão local da empresa atende outras 22 cidades e oito regiões da capital.

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Diante de Luiz e Doda, gerente da Eletropaulo assume compromisso

Jabá (de barba) e moradores de locais afetados por falta de serviços

O gerente de planejamento e controle Wagner Branco disse que a Eletropaulo só faz poda "para livrar a rede elétrica". Ele disse que neste ano a progra-mação da empresa é fazer 14 mil podas, sendo que em 2012 foram realizadas 9 mil. O presidente da Câmara, Sandoval Pinheiro, o Doda (PT), questionou o número e pediu a relação dos endereços. Doda encaminhou que uma comissão de vereadores, em conjunto com técnicos de meio ambiente da prefeitura, discutirá com a Eletropaulo a execução das ações prometidas.

Os vereadores Gilson Oliveira (PT), Ney Santos (PSC), Gilvan da Saúde (PPS), Jefferson Siqueira (PR) e Dr. Pedro Valdir (PSD) também estiveram presentes à reunião - que durou cerca de 1 hora e meia e terminou com quase todas as lâmpadas de segurança apagadas. Além dos gerentes, a AES Eletropaulo ainda estava representada pela coordenadora de Clientes Públicos, Ana Lígia Colombo, e pela gestora de Clientes Públicos em Embu das Artes, Nadja Regina de Souza, que estavam acompanhados por assessor de comunicação.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

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