Sessão tem aprovação de projetos do Executivo e Legislativo e debate sobre saúde

Por | 23/08/2013


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>>> LEIA SOBRE A POSSE DO VEREADOR JOMAR SILVA DOS SANTOS

As duas ruas devem facilitar o tráfego dos ônibus de viagem, que começam a circular pela rodoviária já no domingo, dia 25. Uma delas foi batizada de rua 1º de Maio, uma homenagem ao Dia do Trabalhador e também uma referência ao dia do plebiscito realizado no município em 2011 para a mudança do nome da cidade para Embu das Artes. A outra recebeu o nome rua 24 de Agosto, a data de inauguração da rodoviária, a primeira da região sudoeste.

                                                                            Adilson Oliveira/CMETEA
Munícipe que tratou de saúde; vereadores fizeram debate acalorado

Também por iniciativa do Executivo municipal, os vereadores autorizaram a prefeitura a ceder um terreno para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), da Caixa Econômica Federal, para construção de moradias pelo pro-grama "Minha Casa, Minha Vida" no Jardim Novo Campo Limpo. E o projeto de lei complementar nº 16/2013, que autoriza o município a contribuir, financeiramente, uma vez por ano, com a Associação Brasileira dos Municípios.

De autoria do presidente Doda Pinheiro (PT), foi aprovado o projeto 52/2013, que cria o Dia do Advogado no município, a ser comemorado no dia 11 de agosto. O vereador Carlinhos de Embu (PSC) apresentou a indicação para que sejam efetuados estudos para a implantação de um teleférico na região do parque Rizzo. Já Luiz Carlos Calderoni fez indicação de implantação de uma base do Samu na região do Jardim Santo Eduardo ou Jardim Vazame.

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Jabá aponta que com corrupção no metrô falta recurso para saúde

TRIBUNA E DEBATE ACALORADO
Jaildo Barbosa dos Santos, morador do Jardim Santa Emilia, em Embu das Artes, e funcionário público estadual que trabalha há 20 anos no arquivo médico do Hospital Darcy Vargas, no Morumbi (zona oeste de São Paulo), usou a tribuna popular. Ele criticou o que chamou de descaso do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com a saúde do Estado e pediu ajuda na defesa do hospital, por meio de assinaturas em um abaixo-assinado.

Segundo ele, os servidores da saúde estadual enfrentam perda salarial e de direitos desde que o PSDB governa o Estado mais rico da federação - há 16 anos. "Trabalhamos em um hospital que é referência mundial em saúde infantil e câncer infantil, o Hospital Infantil Darcy Vargas, onde o sucateamento dos serviços de saúde vem afetando o bom atendimento prestado por esse hospital", denunciou o servidor do Estado morador de Embu.

"Faltam profissionais, faltam medicamentos, insumos e equipamentos, a fim de justificar a terceirização desses serviços, o que, já vimos, alimenta a indústria da corrupção", alertou Jaildo dos Santos. "Com salários incondizentes com a atual realidade, quase todos recebem como salário base menos que o salário mínimo vigente no país", afirmou o morador, que observou que o centro hospitalar, embora na capital, atende pacientes de Embu das Artes.

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Rosana logo após se pronunciar em defesa do governador Alckmin

Após a apresentação do inscrito na tribuna, os vereadores travaram debate acalorado. Doda afirmou que o Hospital Darcy Vargas também é um problema do município, uma vez que é referência para Embu das Artes e região. Ele se comprometeu a reforçar a assinatura do abaixo-assinado para que chegue aos órgãos competentes. De acordo com o presidente da Casa, "não podemos nos calar, porque a saúde está doente", afirmou.

Jabá do Depósito (PTC) citou o escândalo do metrô de São Paulo, em que os governadores do PSDB Mário Covas (1995-2001), José Serra (2007-2010) e Geraldo Alckmin (2001-2006) são acusados de participar de esquema de cor-rupção que envolveria milhões de reais no esquema de cartel por empre-sas em licitações para a construção das linhas do metrô paulista. "Assim é claro que não pode construir hospital", criticou o vereador, em discurso incisivo.

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Doda diz que, ao contrário do PT, PSDB não deixa apurar corrupção

Rosana do Arthur (PMDB) saiu em defesa do governador. "É a população que coloca, é a população que tira os governos. Quando se fala em governo do Estado, era o que a população queria", argumentou a vereadora em favor do governador. "Quando se diz que tem corrupção da política tem que servir para todos. Se Alckmin é ladrão, tem que pagar pelo que fez. Mas a escola em que ele se formou, o pessoal do mensalão é professor", disse.

"Não posso ver o PT ser atacado de maneira tão agressiva", reagiu Doda. Ele explicou que a diferença entre PSDB e PT é que, quando eclodiu o mensalão, o ex-presidente Lula (2003-2010) disse que podia investigar e punir os culpa-dos. "No caso da Alston e da Siemens, já está cheirando a pizza. Como o Alck-min vai instaurar uma CPI para investigar ele mesmo se a maioria dos deputa-dos é da base do governo? Será jogado para debaixo do tapete", alertou.

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João Leite rebate que mensalão começou com PSDB em Minas Gerais

João Leite (PT) disse que os professores do mensalão são do PSDB. "O mensalão começou em Minas Gerais”, afirmou, em referência ao "mensalão tucano", escândalo de peculato e lavagem de dinheiro apontado na campanha em 1998 para a eleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - um dos fundadores e presidente nacional do PSDB - ao governo de Minas Gerais, de-nunciado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal.

Em defesa da vereadora Rosana, Júlio Campanha (PTB) disse que "ela não citou partido nenhum". "No mensalão não tem só gente do PT, tem do meu partido também, o PTB", acrescentou. Doda encerrou a sessão convidando todos os presentes e internautas para a sessão solene desta sexta-feira, dia 23 de agosto, às 18h, em comemoração ao 20º aniversário de criação da 215ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de Embu das Artes.

(Rita de Biaggio e Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

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