Em audiência, Tarifa promete mais médicos e consulta em 7 dias

Por Assessoria de Comunicação | 7/03/2017

Secretário Tarifa e os vereadores André Maestri, Bobilel Castilho, Daniboy, Índio Silva e Ricardo Almeida na audiência
Foto:Adilson Oliveira/CMETEA

A Secretaria de Saúde de Embu das Artes realizou no último dia 23 de fevereiro, na Câmara Municipal, audiência pública de prestação de contas sobre serviços e atendimento nos últimos quatro meses de 2016, os finais da gestão Chico Brito. O atual secretário da pasta, José Alberto Tarifa, apresentou indicadores e ouviu reclamações e sugestões. Participaram os vereadores Bobilel Castilho (PSC), André Maestri (PTB), Danilo Daniboy (DEM), Índio Silva (PRB) e Ricardo Almeida (PRB).

Na apresentação dos dados, Tarifa informou que o orçamento da saúde em 2016 foi de R$ 137,2 milhões, mas disse que o montante não é suficiente. "As demandas são muito grandes, são enormes. Temos que priorizar metas, atender de acordo com as diretrizes do SUS, uma é a equidade, favorecer quem mais precisa ", afirmou. Ele relatou que em gasto com funcionários a folha da saúde chegou perto de R$ 62 milhões. "Um valor bastante considerável", comentou.

Tarifa explicou que as consultas diminuíram 19%, pelo encerramento de contratos do programa "Mais Médicos", mas os profissionais serão repostos. Destacou que cerca de 80% das mulheres têm acompanhamento de pré-natal. "É um número difícil de alcançar, poucos municípios conseguem", disse. Salientou que o parto cesáreo, feito com mais critério, vem diminuindo desde 2013 e atingiu 31,07 em 2016. "Índice ótimo, o preconizado é abaixo de 50%", disse.

O secretário ponderou, porém, que a mortalidade infantil deve atingir a taxa de 12,17 em 2016, ante 11,65 em 2015. "Considero ainda um índice alto", afirmou. Disse sobre o Samu regional que será preciso renegociar a contrapartida das outras cidades que compartilham o serviço. "Hoje o peso do custeio está ficando só para Embu", disse. Ressaltou a premiada ação contra tuberculose e o aumento de notificações de violência doméstica para prevenir o abuso.

Ele disse que não existe a possibilidade de se contrair febre amarela na cidade e quem não vai viajar a lugares de risco "não precisa tomar a vacina, nem é recomendada". Por outro lado, alertou que a perspectiva é de que o registro de febre chikungunya e zika "aumente muito nos próximos dias". Citou redução de 953 casos de dengue em 2015 para 51 em 2016. "Mas a tendência é a epidemia voltar daqui a alguns anos, só temos que estar preparados", comentou.

Com a palavra, moradores fizeram reclamações como a falta de seringa em pronto-socorro. Tarifa disse que o governo passado fez um contrato de gestão com a OS Instituto Resgate à Vida que não permite ter ação "direta" nos PSs. "Tivemos informação da falta de alguns serviços e insumos, já notificamos a OS. Pelo nosso jurídico, já foi proposto encerrar o contrato. Aguardamos os trâmites legais, mas estamos dando todo apoio aos nossos munícipes", disse.

Outra queixa forte foi que pacientes têm de madrugar para marcar uma consulta em UBSs e não conseguem pelas vagas escassas. Tarifa disse concordar que "não é justo levantar 4 horas da manhã para tentar agendamento", mas que uma das soluções é a conclusão de processo seletivo. "Tivemos mais de 20 médicos aprovados, em 15 dias devem estar trabalhando. Vamos ter clínicos, ginecologistas, pediatras, até ortopedista. A ideia é agendar consultas dentro de 7 dias", disse.

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Bobilel rechaçou a gestora dos PSs e responsabilizou o "péssimo governo" passado, não os profissionais. "Visitei algumas UBSs e não tinha nem cadeira para o médico sentar", disse. O vereador expressou confiança de que Tarifa "vai revolucionar a saúde". Daniboy avaliou que "o povo está pagando pelo erro de um contrato da gestão anterior", mas disse não ter dúvida de que o problema "vai ser solucionado" pelo novo gestor.

Ricardo Almeida disse que Tarifa foi escolhido para ser secretário por ser "profissional" e não por "amizade" e que "não existe falta de dinheiro, existe má vontade e má administração". André Maestri afirmou que a Comissão da Saúde, da qual é membro, será "parceira" da secretaria sem deixar de ser "ponto de crítica" como caixa de ressonância da população. "Acredito que o sr. terá sensatez e responsabilidade no uso dos recursos para manter os índices positivos elevados", disse.

Índio Silva disse que o governo deve explicar à população que até em clínica particular "está demorando" o atendimento e sugeriu treinar funcionários da recepção para melhorar a saúde. O secretário "acatou" de prontidão. "O que vai fazer a diferença para a nossa gestão é a forma como atendermos o paciente, a assistência muda muito pouco de lugar para lugar", disse Tarifa, que exaltou também a participação popular nos conselhos de saúde e gestor de cada UBS.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal)

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