Vereadores cobram melhorias no transporte e aprovam aumento a professores de cursinho

Por | 12/06/2013


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Antes de iniciarem a sessão, os vereadores cobraram dos representantes da EMTU e Pirajuçara medidas em relação a questões como acessibilidade, transporte de idosos, demora nos intervalos entre os ônibus, qualificação dos motoristas, maior número de ônibus por linha, criação de novos itinerários, tarifas incompatíveis, entre outros. Algumas reivindicações foram respondidas, outras serão discutidas posteriormente em reunião na empresa metropolitana.

Jabá do Depósito (PTC) disse que a falta de ônibus favorece a criminalidade, já que os moradores ficam muito tempo nos pontos, desprotegidos, à mercê de assaltantes, ao citar como bairros afetados o Jardim Ísis Cristina, São Francisco, do Colégio, e o Vista Alegre, próximo ao Rodoanel. "O povo está, praticamente, atravessando até Cotia a pé. No Ísis também, as pessoas têm que ir a pé até o Pirajuçara [para pegar ônibus para São Paulo]", relatou.

                                                                           Adilson Oliveira/CMETEA
Jabá diz que usuários nos pontos por muito tempo são assaltados

João Leite (PT) pediu para que as empresas apresentassem as planilhas de custos "para termos noção daquilo que a empresa oferece e cobra [de condução]" e questionou  imposição de valor extra pela integração nos terminais de ônibus e metrô na capital. "Por que esses R$ 0,50 centavos a mais serão cobrados da população, se já paga caro?", perguntou. Ele também cobrou menor intervalo entre os coletivos na região de São Marcos e Vazame.

Ney Santos (PSC) questionou os representantes das empresas em relação ao controle dos motoristas que passam pelos pontos, deixando os idosos para trás, e ainda quais são os procedimentos para aumentar o número de ônibus em algumas linhas. "Tem muitos pontos perigosos, e os moradores ficam esperando muito tempo", afirmou. Júlio Campanha (PTB) levantou a questão dos ônibus lotados nos bairros Jardim do Colégio, Santo Eduardo, e da Luz.

                                                                            Adilson Oliveira/CMETEA
João Leite solicita apresentação de planilhas para ver custos/serviços

Edvânio Mendes (PT) quis saber se as empresas buscam saber o nível de satisfação dos usuários com o transporte metropolitano e têm algum plano de investimento em renovação e ampliação da frota, ao apontar que em regiões como do Jardim do Colégio, Parque Luiza e Nossa Senhora de Fátima "é muito decadente o serviço de transporte". Ele lamentou a ausência da Miracatiba e a não presença da Arcav (cooperativa responsável pelo transporte municipal).

Jefferson do Caminhão (PR) perguntou a idade média da frota das empresas em operação na cidade. Gilson Oliveira (PT) falou sobre a acessibili-dade nos coletivos, dos elevadores quebrados e perguntou como é realizada a manutenção do dispositivo. O presidente da Câmara, Sandoval Pinheiro, o Doda (PT), afirmou que no São Marcos um cadeirante precisou ser carregado nos braços para dentro do ônibus já que o elevador estava quebrado.

                                                                            Adilson Oliveira/CMETEA
Ney pede fiscalização contra motoristas que não param para idosos

Doda também questionou os técnicos sobre a renovação da frota e comentou o valor desigual das tarifas cobradas. "O valor da passagem do Engenho Velho até o Hospital das Clínicas é mais barato. Agora, do centro ao Campo Limpo, é mais caro", falou. O presidente reafirmou que o convite para a reunião foi estendido ao presidente da Arcav, Leo Novais, e disse que ele telefonou para avisar que teve um contratempo e não podia comparecer.

Luiz do Depósito (PMDB) deixou claro aos representantes da empresa gerenciadora e da viação de ônibus que "hoje necessitamos que prestem atendimento diferenciado [conforme a modernização do sistema]" na cidade. "O mundo mudou, e o transporte continua o mesmo de 20 anos atrás, temos vários bairros em que as pessoas têm que andar 3, 4 quilômetros para ser atendidos por vocês, e o transporte é pago, não é gratuito", declarou.

Luiz do Depósito (PMDB) deixou claro aos representantes da empresa gerenciadora e da viação de ônibus que "hoje necessitamos que prestem atendimento diferenciado [conforme a modernização do sistema]" na cidade. "O mundo mudou, e o transporte continua o mesmo de 20 anos atrás, temos vários bairros em que as pessoas têm que andar 3, 4 quilômetros para ser atendidos por vocês, e o transporte é pago, não é gratuito", declarou.

EMPRESAS SE EXPLICAM
Justificando os atrasos dos ônibus, Dardengo relatou que a mudança em algumas linhas intermunicipais, por determinação da prefeitura de São Paulo, prejudicou os passageiros e a empresa Pirajuçara. "A prefeitura não nos permite mais entrar na avenida Francisco Morato [para a região, o principal corredor em direção ao bairro de Pinheiros e centro]. Isso prejudicou também a empresa. O que já era demorado, agora está muito mais", explicou.

                                                                           Adilson Oliveira/CMETEA
Edvânio pergunta se empresas buscam saber avaliação dos usuários

Sobre a falta de ônibus ou demora entre um coletivo e outro, em alguns bairros, o argumento da empresa é a falta de demanda, e "com isso os intervalos aumentam", disse. Dardengo explicou ainda que os elevadores passam diariamente por manutenção, mas não há como evitar que quebrem. Ele também garantiu que "os motoristas fazem periodicamente cursos de reciclagem, principalmente aqueles que sofrem acidentes de trânsito".

O técnico da EMTU também se posicionou sobre o tratamento aos idosos. "Em relação do descaso dos motoristas, está errado, não pode acontecer, isso não é prestação de serviços. É passível de multa, vou encaminhar à fiscalização", declarou. Sobre os atrasos, garantiu que será fiscalizado. "Intervalos de pico têm que ser cumprido, não cumpriu a empresa será multada. Atrasou tem que ter uma justificativa. Já vou levar à fiscalização."

                                                                           Adilson Oliveira/CMETEA
Gilson cobrou acessibilidade nos ônibus e elevadores que funcionem

Gustavo sugeriu que uma comissão de vereadores seja formada para dialogar com a empresa para acompanhamento dos principais pontos levantados com o objetivo de buscar uma melhora consistente: fiscalização, contratos, custos, bilhetagem eletrônica, pontos de paradas e abrigos, novas linhas, avaliação das linhas atuais, ouvidoria, vistoria da frota, treinamento dos motoristas e acessibilidade. A proposta é que as reuniões sejam na sede da EMTU.

PROFESSORES DE CURSINHO
Encaminhado pelo prefeito Chico Brito (PT) e colocado em votação em regime de urgência pelo presidente Doda, o projeto de lei complementar 14/2013 determina o aumento salarial aos professores do cursinho pré-vestibular da cidade - de português e matemática (carga de 30h semanais), de R$ 1.500 para R$ 2.000, e demais disciplinas (20h), de R$ 1.000 para R$ 1.500, além do cargo de coordenador pedagógico (30h), de R$ 1.200 para R$ 1.700.

                                                                            Adilson Oliveira/CMETEA
Jefferson quis saber a idade da frota por conforto dos passageiros

"O projeto é bom porque faz com que profissionais fiquem na cidade, antes não trabalhavam aqui pelo salário pequeno", observou Doda. Ele esclareceu que os professores das escolas municipais da cidade recebem R$ 1.200 por 30 horas semanais, depois que Ney afirmou que o mesmo salário era pago por 96 horas trabalhadas. Edvânio avaliou que o salário é justo. "A rede de Embu é a que melhor paga salários aos professores na região", completou.

CONSELHO E INDICAÇÕES
Os vereadores também votaram favorável à alteração na composição do Conselho de Cultura em adequação à extinção e criação de secretarias da prefeitura. Aprovaram ainda 13 indicações -  construção de quadra na EM Girassol; instalação dos Correios no Jardim Santo Eduardo; recapeamento das ruas Tietê, no Novo Campo Limpo, Ex-Combatentes, Julieta Jacira e Waldomiro Galo, no Engenho Velho, e Vila Rica, no Jardim Independência.

                                                                            Adilson Oliveira/CMETEA
Doda questiona sobre frota em operação e valor desigual das tarifas


As outras indicações de melhorias nos bairros aprovadas foram construção de passagem para pedestres nas pontes das avenidas Hélio Ossamu Daikuara e João Paulo I, sob o viaduto no km 25 ou 279 da Régis Bittencourt, implantação de campo de futebol na região do parque da Várzea do rio Embu-Mirim, instalação de caçambas estacionárias em alguns pontos do município, implantação de câmeras de segurança diante das escolas municipais.

Também implantação de faixas de vans escolares nas escolas municipais e em escolas estaduais com ensino fundamental I (1º ao 5º ano), serviço de revestimento com forro protetor no teto da EM Nilza Prestes, instalação de academia de ginástica pública em área da rua Dr. Jorge Balduzzi, no Jardim Mimás, e implantação de transporte público municipal no Jardim Chácara Maria Alice e que atenda as ruas Ator, Cantor e Compositor.

                                                                   Adilson Oliveira/CMETEA
Ao lado de Doda, Luiz do Depósito questiona técnicos de empresas

VEREADORES ATENDEM FAMÍLIA
Após a sessão, os vereadores conversaram com membros de uma família que foi à Câmara protestar contra decisão da prefeitura de demolir, no último dia 7 de maio, casas que estavam construindo, em área particular, no Ressaca. Eles afirmaram que a prefeitura não tinha ordem judicial para a ação, que agiu de forma arbitrária. Jabá, entre outros vereadores, intercedeu pela família para que, apesar das questões legais, não fique desamparada, com prejuízo.

O secretário Marcos Rosatti (Controladoria-Geral) afirmou que em fevereiro a família foi intimada a comparecer à prefeitura e levar os documentos para atestar que a compra do terreno e a obra estavam em situação legal, mas não se apresentou. Segundo ele, como os membros descumpriram a determinação, a prefeitura mandou derrubar as cinco residências erguidas - algumas já com laje e paredes rebocadas -, por três famílias no total.

Rosatti ressaltou que a prefeitura tem se reunido com a família para achar uma solução para a situação e que o prefeito designou o secretário Geraldo Juncal Jr. (Desenvolvimento Urbano) para continuar o diálogo com os munícipes. Como resultado da conversa com os vereadores, reunião das famílias com Juncal Jr. ficou de ser marcada. Rosatti disse que o governo discute a "reparação dos danos" às famílias. "A prefeitura está avaliando", declarou.

(Rita de Biaggio e Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

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