Vereadores de Embu recebem membros da APEOESP para discutir a reorganização escolar

Por | 15/10/2015

Vereadores se posicionaram em relação a reorganização escolar imposta pelo Estado. Audiência na Câmara deverá unir Pais, alunos, professores e dirigentes da Secretaria de Ensino
Foto:Alexandre Oliveira

A convite da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Embu das Artes, que tem como presidente o vereador João Leite (PT),  os vereadores Doda Pinheiro (PT), Jefferson do caminhão (PSDB), Luiz do Depósito (PMDB), Carlinhos do Embu (PSC), Rosana Almeida (PMDB) e Edvânio Mendes (PT) receberam três integrantes da APEOSP, na tarde de quarta-feira, dia 14, para tratar sobre a reorganização escolar, imposta pelo Governo do Estado e que vem ocasionando muitos desencontros de informação e protestos  de alunos e professores que não concordam com a redistribuição ciclos escolares pelas escolas estaduais do município para o próximo período letivo.


Acompanhados do ex-vereador por Embu, Antonio de Jesus Rocha (o Professor Toninho), Roberto Guido, que é Secretário de Comunicações da Apeoesp e o professor Rogério Reis participaram da reunião e expuseram suas opiniões aos vereadores na tentativa de colherem apoio ao movimento que visa barrar um provável decreto do Governador do Estado, Geraldo Alckmin, impondo a reestruturação das escolas.


A reunião também teve como propósito dar voz a representação dos docentes na região, tendo em vista que no último dia 9 desse mês, a Casa Legislativa recebeu a Diretora de Ensino, Maria das Merces e sua equipe para compreender a chamada reorganização escolar em âmbito estadual.


Reunidos com os vereadores, os representantes da Apeoesp foram taxativos em defender a paralização do processo de reorganização já em curso e afirmaram que o sistema educacional sofrerá grandes consequências caso não haja um amplo debate unindo docentes, representantes do legislativo, Diretoria de Ensino, pais e alunos para entender o que poderia ser melhor para ambos.


“Em que momento foi discutido e ouvi professor, comunidade, aluno? A partir do método já somos contra a reorganização. Não estão falando que vão economizar dinheiro aqui e investir ali, como laboratório, biblioteca, professor, não. Simplesmente vão enxugar”, criticou o ex-vereador, professor Toninho sobre a reorganização.


Os vereadores disseram que grande parte do problema gerado é a falta de informação gerada pelas várias vozes durante esse processo. “Tem pais que estão desesperados por não saber pra onde vai o seu filho. A gente não sabe como orientar esse pessoal. A informação que a gente teve das escolas mais do lado de cá (centro) é que o Eulália (Malta) ia mudar e não vai mais. O Mosc vai mudar junto com o Maria Auxiliadora, algo desse tipo. Só que essa informação não chega. Eu mesmo se tiver que dar orientação para um pai que venha a me procurar, eu não tenho como dizer o que é certo e o que é errado”, disse a vereadora Rosana.


Acompanhando a fala da vereadora Rosana, os colegas parlamentares também estão procurando se informar melhor para entender o que será feito como reorganização escolar e, assim, se posicionar sobre a situação. Para o vereador Luiz do Depósito, a reorganização escolar não pode ser usada para pretextos políticos. “Tem muita gente supondo que vai ser ruim isso, mas não há nada que comprove. Quando me perguntam se vai faltar vaga eu digo que não pode porque é Lei ter vaga para o aluno nas escolas. Sobre ter que andar um pouco mais, isso já acontece. Não vai mudar nada”, disse na reunião.


Para o vereador Doda, a reorganização irá quebrar o programa pedagógico que muitas escolas mantinham com as turmas em continuo aprendizado nos ciclos escolares. “Eu achei um absurdo. Uma tremenda falta de respeito da Diretoria de Ensino mexer com a vida de uma comunidade inteira. Acho um absurdo não ter comunicado os diretores e não ter convidado o Secretário de Educação de Embu, entendendo que os alunos são munícipes de nossa cidade, porque só vamos sentir o peso dessa mudança depois que ela for efetivada”, disse Doda que visitou recentemente a escola Marcia Aparecida Lins, no Vazame II, e identificar que o processo pedagógico implantado na unidade mantinha as carteiras numeradas para cada aluno, criando um elo pedagógico.


“Os professores estão totalmente preocupados com a demanda que irão receber. Para se ter uma ideia, eles têm a numeração do aluno para cada carteira e com essa numeração ele podem identificar o aluno. Até esse controle eles conseguiram implantar na unidade como processo pedagógico implantando em até 8 anos”, disse Doda.
A decisão tomada pelo presidente da Comissão de Educação da Câmara, João Leite, em comum acordo com os vereadores e integrantes da Apeoesp poderá gerar uma audiência onde os representantes da Diretoria de Ensino, bem como da Apeoesp, pais e alunos serão convidados.


Outra ação do legislativo municipal de Embu das Artes poderá ser a elaboração de um documento endereçado ao Secretário de Educação do Estado, pedindo que haja o adiamento do processo de reorganização escolar para o ano que vem. “Com isso nós poderemos chamar a comunidade, ir as escolas e convidar o sindicato e a Diretoria de Ensino para esse debate”, disse João Leite.

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