Legislativo defende professores, mas vereador critica reivindicação

Por | 10/04/2015

Comissão de professores usa tribuna para pedir apoio de vereadores à greve da categoria
Foto:Adilson Oliveira-CMETEA

A Câmara de Embu das Artes debateu na quarta-feira, dia 8, a greve dos professores da rede estadual de educação, com voto favorável a moção de aplauso ao movimento do corpo docente e também cessão de espaço para comissão de profissionais de ensino pedir apoio dos parlamentares à causa. Um vereador criticou, porém, que a posição da categoria de reivindicar 75% de reposição salarial é irreal e não indica disposição de acordo com o governo para pôr fim à paralisação.

De autoria de Doda Pinheiro (PT), a moção em apoio à greve dos professores foi aprovada considerando as atuais condições da rede estadual de ensino, “como escolas desaparelhadas e professores desmotivados pelos baixos salários”; por causa do “fechamento de salas” e o “grande número de alunos nas salas de aula, o que prejudica a qualidade do ensino”; e das “muitas perdas salariais ao longo dos anos, pois não há uma política salarial, mas apenas bônus e gratificações”.

“Essa moção é para mais uma vez chamar a atenção do governador de que a política de educação só irá para frente a partir do diálogo aberto. Que possamos construir uma negociação que contemple o plano de carreira do profissional de ensino”, disse Doda. João Leite (PT) disse que “o governador não podia ter esquecido de que mudança na sociedade se faz quando se investe na educação, e investir na educação é valorizar os professores para ter ensino de qualidade aos alunos”.

Para Carlinhos do Embu (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB) “está fazendo um esforço tremendo para melhorar a vida dos professores”. “O meu governador não é tão ruim assim, ele está com 80% de aprovação no nosso Estado”, rebateu. Luiz do Depósito (PMDB) disse que a reivindicação salarial dos professores é descabida. “Quando não quer chegar a acordo faz isto mesmo, pede [mais de] 70%, isso é politicagem. Se puder oferecer, no máximo o governo vai conceder 15%”, afirmou.

Parlamentares também debateram projeto de lei aprovado que regulamenta e amplia a terceirização de trabalhadores no país. A proposta ainda pode ser alterada por emendas de deputados e precisa passar no Senado. “Esperamos que não aprove, não dá para o Brasil virar China, onde as pessoas trabalham e não tem direito, quando for demitido, a fundo de garantia”, exemplificou João Leite. “De uma tacada só querem tirar vários direitos dos trabalhadores”, completou o vereador.

MATÉRIAS
Os vereadores aprovaram um projeto de lei, de que a creche no Jardim Valo Verde se chame Manoel Batista Medina, morto em maio de 2014. “É um reconhecimento a essa pessoa que foi muito importante para o nossa cidade”, disse o autor Carlinhos do Embu. Clidão do Táxi (PC do B) ressalvou que a lei “vai passar por discussão no governo”, que está escolhendo para homenagem a Medina um espaço de importância “maior” e na região central, onde militou, e que pode ser vetada.

Cinco indicações também tiveram voto favorável: estudo para pavimentação da continuação da rua Jorge Balduzzi, após cemitério, no Jardim Mimás, e também das ruas Napoleão Bonaparte, Luiz XV e Industrial Paulista, na Chácara Santa Maria, ambas de autoria de Rosana do Arthur (PMDB); reforma do ginásio poliesportivo Amauri Severo dos Santos, no Jardim Casa Branca, por Luiz do Depósito; bicicletário no parque Francisco Rizzo, por Ney Santos e Gilson Oliveira (PT).

A outra indicação aprovada foi a de construção de creche no Jardim Pinheirinho, por iniciativa de Clidão do Táxi e Ney Santos. As outras proposições votadas foram três moções. Além da de aplauso à greve dos professores, foram apresentadas as de pesar pela morte de Thomaz Rodrigues Alckmin, filho do governador, de autoria de Carlinhos do Embu e Ney Santos, e de repúdio ao “péssimo serviço prestado” pela operadora de telefonia celular Vivo, proposição de Doda Pinheiro.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal)

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