Saúde ouve reclamações de atendimento em audiência; vereador quer cartão para atender munícipes

Por | 9/06/2014


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A Secretaria de Saúde de Embu das Artes realizou no último dia 29 de maio, no plenário da Câmara, prestação de contas sobre atendimento e investimentos na área nos primeiros quatro meses do ano. Cerca de 200 usuários participaram da audiência pública, que foi acompanhada pelos vereadores Doda Pinheiro (PT), presidente do Legislativo, Clidão do Táxi (PCdoB) e Rosana do Arthur (PMDB), respectivamente, presidente e membro da Comissão de Saúde da Casa.@@

A secretaria apresentou diversos dados de produção e indicadores da saúde. De acordo com a pasta, Embu teve 1.281.704 procedimentos, entre aferição e exames, consultas, cirurgias, próteses e ações preventivas, quadrimestre que foi o melhor desde 2010, agendou 28% mais consultas básicas (clínico, ginecologista e pediatra) e atendeu 0,9% menos usuários nos pronto-socorros sobre o mesmo período do ano passado, como resultado de maior assistência em atenção básica.

Entre outros números apresentados, a cobertura da saúde da família passou de 29% para 33% da população e o papanicou aumentou 15%. Já a primeira consulta com dentista caiu 10%. A secretaria destacou que a população com acesso às UBSs passou de 17% em 2009 para 33% hoje. A secretária Sandra Magali disse que são aplicados na saúde 33% do orçamento municipal, ou R$ 128,6 milhões, sendo que 55% ou R$ 71,8 milhões já foram investidos (gasto feito e empenhado).

Apesar dos números apresentados, moradores usaram a palavra e reclamaram de demora na marcação de consultas nas UBS, de falta e mau atendimento de médicos no PS Vazame e no Central, inclusive alguns profissionais são encontrados dormindo em vez de estarem nos consultórios. "Vou marcar retorno, e a agenda não está aberta, você não consegue atendimento. É falado que é para todos irem ao posto de saúde, e não ao PS, mas como se não funciona?", disse.

Os usuários também questionaram os serviços da organização social privada Medical por conta do número menor de médicos nos PSs em relação ao contratado. "Temos que ter aqui uma auditoria nas contas dessa empresa, que está recebendo dinheiro e não presta serviço de qualidade para a população. Temos que cobrar, e cobrar muito, estamos cansados de ir ao pronto-socorro e não ter médico", disse outro usuário. A organização privada não tinha representante na reunião.

A secretária Sandra Magali disse que "houve grande investimento e acesso da população aos serviços de saúde", mas reconheceu que "temos problemas". Ela orientou os usuários a não deixarem de registrar as reclamações na Ouvidoria, para que a secretaria tenha instrumento legal para eventual exoneração de funcionários negligentes, e a contribuírem com o Conselho Municipal da Saúde para levantar reclamações nas unidades e solução das deficiências constatadas.

O presidente Doda aprovou que usuários se somem ao conselho para verificar as contas sobre os recursos para a área "para encontrar não uma saída, mas melhora no sistema de saúde", e considerou a tarefa árdua. "Não temos profissionais tão comprometidos com a nossa causa, mas temos que continuar a luta", disse. Por outro lado, enalteceu o trabalho dos servidores dedicados. "Podem ficar com o coração tranquilo, vocês fazem milagre, e não é por falta de orçamento", disse.

Doda atribuiu a lotação nos pronto-socorros a atendimento a pacientes de outros municípios e defendeu um mecanismo para que as cidades atendam os próprios munícipes. "Temos que ter a coragem como gestor público de fazer como Barueri, ela atendia um milhão de pessoas, fez o cartão de saúde da cidade e passou a atender 250 mil, reduziu em três vezes o número de atendimentos. Temos de enfrentar essa questão, já levamos a pauta para o governo municipal", disse.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação)


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