Vereadores discutem moralização na política em sessão sem matéria em pauta

Por Assessoria de Comunicação | 27/03/2014


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A Câmara de Embu das Artes não teve nenhuma matéria em apreciação na sessão nesta quarta-feira, dia 26. Os vereadores discutiram sobre a desmoralização crescente da classe política ao repercutir a condenação do deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB-PA), sentenciado em 2011 pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que teve confirmada pena de 3 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, após recurso rejeitado. Ele foi denunciado por pagar laqueaduras em troca de votos nas eleições municipais de 2004. Para escapar da cassação do mandato, renunciou. @@

Luiz do Depósito abriu os debates com o caso do deputado, disse que os condenados do mensalão se vangloriam de que voltarão a disputar eleição e lamentou que crimes políticos não são punidos com rigor. "É lamentável a postura da Justiça", disse. Ele falou em "desfalque de milhões" na União e disse que o governo Dilma Rousseff deveria responder por desvios e o próprio partido, PMDB, não compactuar. "Estou muito chateado com a política hoje no país, nós que somos políticos pagamos o preço nas ruas por tanta desconfiança e descrença", afirmou.

Edvânio Mendes (PT) saiu em defesa do governo e disse que Dilma está "tranquila" sobre a questão. "Falar que ela tem que responder por desfalque de milhões é forçar a barra", respondeu. Ele afirmou que o PMDB não "acoberta", mas age pela governabilidade, e que o mensalão é página virada, "quem devia está pagando". "Tem que investigar, mas não só um "P" [partido], todos os "P's", afirmou. Júlio Campanha (PTB) disse que o deputado praticou compra de votos e chamou atenção para o regime aberto. "Para mim, não é condenação. Pasmo estou com a Justiça."

Rosana do Arthur (PMDB) defendeu punição exemplar a corruptos. "Aquele que fizer coisa errada, que a Justiça puna, mas puna mesmo. Se for a Dilma, que mande para a cadeia. Se for o governador Geraldo Alckmin, que mande para a cadeia. A população quer ver político ir preso e não ter regalias. Quando um político for mandado para cela com superlotação de presos, servirá de exemplo para os demais", declarou. Jefferson do Caminhão (PR) recomendou que "o político que é limpo se limpe mais, e o que não é reconheça o erro e entre no caminho certo".

O presidente Doda Pinheiro (PT) mencionou denúncia do Ministério Público de desvio de R$ 2,7 bilhões no cartel no trem e metrô de São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos Covas, Serra e Alckmin (PSDB). O vereador considerou penoso ser visto como diferente dos maus políticos. "É preciso ser muito audacioso, é uma função que está totalmente deturpada, desvalorizada." Ele disse acreditar que "quem vai resolver a crise da política não são os políticos, mas o povo, com o voto em pessoas de bem que assumam o compromisso de representar bem a população".

OBRAS

João Leite (PT) disse que "quem errou tem que ser punido" e "temos que procurar acertar, e temos acertado bastante". Ele citou o plano de construção de dez creches na cidade. "Não esqueça do Parque Esplanada", disse um munícipe na galeria. "Lá vai ter uma", respondeu. "Nossa cidade é abençoada por Deus, tem bons políticos, bom prefeito e iremos construir esta cidade muito ainda com a ajuda dos partidos aliados, inclusive com o PMDB", completou. O vereador citou que o orçamento da cidade desde 2001 saltou de R$ 50 milhões para em torno de R$ 600 milhões.

Vereadores também destacaram a audiência pública com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), na terça-feira, na prefeitura de Itapecerica da Serra. "Discutimos a criação de linhas e redução de tarifas", resumiu João Leite. "Algumas linhas serão integradas, serão construídos abrigos para que os usuários não fiquem ao relento enquanto esperam ônibus, haverá diminuição do intervalo de algumas linhas, aumento de linhas. Em breve, marcaremos outra reunião com a EMTU para definir as metas para os próximos meses", informou Doda.

Doda salientou ainda a inauguração da quadra com grama sintética no Jardim Pinheirinho, no sábado, dia 22. "A comunidade carecia muito de uma obra importante, uma parceria-público-privada que a prefeitura vem desenvolvendo há algum tempo", disse, ao se referir a duas empresas que dividiram o custo da construção. Clidão do Táxi (PC do B), que indicou a quadra, disse que "a cidade vai, aos poucos, pegando o rumo de fazer inveja a cidades vizinhas que têm muito dinheiro". O visitante vereador Valdomiro Ventura, de Osasco (SP), ocupou a mesa-diretora.

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal)


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