Vereadores criticam gestão da Sabesp e município deverá assumir "tapa buracos"

Por | 17/03/2014


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A audiência pública realizada na Câmara Municipal com representantes da Sabesp, na tarde de quinta-feira, dia 13, serviu para que os vereadores pudessem evidenciar os inúmeros problemas causados pela empresa terceirizada Construtami, na execução dos trabalhos de tapa-buracos pelo município.@@ Além das críticas com relação às obras da empresa citada, os vereadores abordaram a questão da constante falta de água nos bairros.

A audiência foi iniciada com a apresentação de um material, feito pela Assessoria da Câmara, evidenciando os inúmeros buracos causados pela má prestação de serviços da empresa paulista. Ficou claro que a Construtami, empresa terceirizada pela Sabesp, e responsável pela execução das obras de ligação das redes de água e esgoto e tapa-buracos, vem agindo de forma inadequada prejudicando o município e os moradores que se utilizam do viário no dia-a-dia.

Mais de 20 bairros foram visitados e 31 ruas serviram de exemplo para demonstrar os problemas causados pela má execução dos serviços da Sabesp.
Diante desse cenário, o presidente da Câmara, Doda Pinheiro (PT), insinuou que no momento que a Casa de Leis confirmou a audiência, a Sabesp iniciou o trabalho de manutenção dos problemas na cidade, de forma a mostrar resultados.

Os vereadores também utilizaram da palavra para demonstrar o tamanho descontentamento com a empresa de Saneamento Básico no município. João Leite (PT) e Ney Santos (PSC) produziram material audiovisual para demonstrar o fato.

João Leite citou o contrato estabelecido com a Sabesp pelo município, onde a empresa se responsabiliza por colher e tratar todo o esgoto produzido pela cidade até o ano de 2018. "Eu acho que não conseguiram fazer ainda nem 3% do compromisso", disse.

Cristovão J. Silva, gerente de departamento da UGR Guarapiranga (Sabesp) informou que o município possui 66% de seu território atendido com a malha de esgoto da companhia. No ano de 2013, a empresa de Saneamento Básico do estado de São Paulo realizou apenas 1,5 km de prolongamento da rede coletora de esgoto em Embu das Artes. Para Doda, se esse ritmo for mantido, a cidade só terá a cobertura de 100% de coleta de esgoto no ano de 2035, haja a vista que Embu possui uma extensão de 70km².

De acordo com Doda, uma reunião entre o prefeito Chico Brito e a Diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, na segunda-feira (17) poderá selar o acordo onde o município se responsabilize pelo reparo sobre os buracos feitos pela empresa, rompendo assim o contrato com a Construtami. Ainda segundo o Gerente de Departamento da Sabesp, Cristovão J. Silva, o contrato para que a prefeitura passe a executar o serviço de tapa buracos na cidade já está na mão do prefeito, mas não foi assinado devido a discordância do valor para a execução dos serviços.


Falta de água e investimentos


Um dos pontos com maiores manifestações durante a audiência pública com representantes da Sabesp na Câmara foi por conta da constante falta de abastecimento nos bairros do município.

O vereador Jefferson (PR) foi um dos que abordaram a questão. Jefferson perguntou por que ocorre a falta de água em bairros considerados "altos", e o mesmo não ocorre em bairros considerados "baixos", mesmo ambos compartilhando da mesma rede de abastecimento.

A gerente de divisão da Sabesp na região, Dirlene Palma Gomes, respondeu que em muitos casos a falta de água está atrelada a falta de energia na região, devido a utilização do equipamento "buster" que permite bombear a água de locais mais baixos para regiões consideradas altas. Além desses equipamentos instalados no município, a Sabesp informou que estão previstos a construção de reservatórios de água, como é o caso do Jd. Santo Eduardo, investimento na ordem de R$ 5 milhões. Esse reservatório,     de 10.000 m³ será instalado próximo a empresa Twiltex e terá que transpor a BR 116, o que dificulta a obra.

De acordo Dirlene, há a previsão da implantação de outros reservatórios nos bairros: Centro, Santa Tereza, Santo Eduardo e Vista Alegre. O prazo para a entrega dos reservatórios não foi definido.


(Alexandre Oliveira - Assessoria de Comunicação)

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