Mulheres do povo: o simbolismo do 8 de março

Por | 6/03/2014


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O dia 8 de março celebra a superação do gênero feminino na formação de sua própria identidade. Mulheres que lutaram contra a exclusão e o autoritarismo, marcadas pelo simbolismo na busca por seus direitos e reconhecimento, ainda hoje se põem a prova contra o ranço do machismo exacerbado da sociedade contemporânea.@@

Marcadas pela história, mulheres se revoltaram contra o sistema de exclusão que impediam sua participação em tarefas consideradas exclusivas do público masculino, subjugadas ao trabalho escravo e vexatório, alicerçando o caminho para o seu papel na sociedade.

1857 foi o ano que marcou o início dessa trajetória pela luta na conquista de direitos. Operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque (EUA), fizeram greve por melhores condições de trabalho. Elas eram obrigadas a permanecer na fábrica 16 horas por dia e recebiam, em média, até um terço do salário de um homem na mesma função. Como represália a manifestação, o local foi incendiado e 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Após desfecho trágico, em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o dia 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher". Mas somente 65 anos depois, em 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Não longe dessa realidade, a mulher brasileira também sofreu para ter seus direitos como agente político (cidadania), reconhecidos.  Em 24 de fevereiro de 1932, ela passa a ter o direito do voto e a disputar cargos no executivo e legislativo. Essa conquista só veio após 400 anos do início do uso do voto no Brasil, em 1532.

Em Embu das Artes, a primeira mulher a integrar o corpo legislativo do município foi Maria Antonieta Martins de Almeida. Antonieta exerceu o cargo de vereadora entre os anos 1964 e 1968, na segunda Legislatura do emancipado município de Embu. Homenageada na história da cidade, ela empresta o nome a sede da Câmara Municipal.

Antecessora, Heliodora Pescuma Koch já figurava como única figura feminina engajada na política, integrante do grupo de emancipadores de Embu das Artes.
Como segunda mulher a se eleger ao cargo de vereadora, Brígida Sacramento carvalho dos Santos. Eleita pelo PMDB 15 anos após a primeira mulher ter se ascendido à Câmara dos Vereadores, Brígida exerceu seu mandato entre os anos: 1983-88.

Após as duas expoentes no corpo legislativo da cidade, o município de Embu das Artes viu o número de cadeiras na Câmara serem ocupadas por mais oito mulheres até os dias atuais. Hoje, as duas figuras femininas que representam a presença da mulher na política do município são: Elisabete Alves Carvalho (Dra. Bete) do PROS, e a vereadora Rosana Almeida Carvalho (Rosana do Arthur), do PMDB.


Conheça as mulheres que fizeram parte do legislativo municipal ao longo de sua história:


  • Maria Antonieta Martins de Almeida (1964-68)
  • Brígida Sacramento Carvalho dos Santos (1983-88)
  • Maria das Graças de Souza (1988-92)
  • Maria Aparecida Gonçalves (1993-96)
  • Neide Orlandi Peres (1997-2000)
  • Ana Maria de Souza Santos (2001-2004)
  • Valmira Schulle (2001-2004)
  • Maria Cleuza Gomes (Ná) (2009-2012)
  • Elisabete Alves Carvalho (Drª Bete) (2009-2012 / 2013-2016)
  • Rosana de Almeida Camargo (Rosana do Arthur) (2013-2016)

DESTAQUE


Daniela Almeida de Brito - 1° Dama, casada com o atual prefeito do município de Embu das Artes, Chico Brito (2008 - 2012 - 2016), foi secretária de Assistência Social, Trabalho e Qualificação Profissional (2012-2014). Daniela também exerce o cargo de vice-presidente pelo segmento serviços, da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do município (ACISE). É proprietária da imobiliária Porta Nova.


Conheça as mulheres que marcaram Embu das Artes ao longo da história:


  • Nossa Senhora do Rosário (PADROEIRA DE EMBU)
  • Catarina Camacha (Doou terras de M?Boy à Igreja em 1624 para que aqui se construísse uma Capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, o que deu praticamente origem a Embu. Falecida).
  • Heliodora Pescuma Koch (Foi a única mulher Emancipadora, que lutou pela autonomia de Embu, através da Associação Cívica, ativa entre 1958 e 1959. Esposa do falecido Dr. Carlos Koch, Emancipador e primeiro vice-prefeito de Embu, entre 1960 e 1963).
  • Maria Auxiliadora (Diretora da primeira escola de Embu ? tem seu nome em uma escola estadual no Centro. Falecida).
  • Maria Jorgi Gonçalves (Chegou da Itália ainda menina, fugindo da Guerra na Europa, com sua família. Foi proprietária de Olaria no Embu, às margens da BR-116 e participou ativamente da Comunidade do Centro. Avó do Guego fotógrafo. Falecida).
  • Inês Israel dos Santos (Ativa representante da Comunidade Católica do Parque Pirajuçara, foi líder comunitária e defensora dos direitos da mulher. O Centro de Referência da Mulher, da Prefeitura de Embu, leva seu nome. Falecida).
  • Diva Barbosa da Silva (Foi uma das fundadoras da Associação dos Servidores Públicos Municipais de Embu, antiga filiada do PT, da Comunidade Católica do Centro, e Merendeira da Prefeitura. Falecida).
  • Alice Campos Mendes Machado (Foi do Conselho Municipal de Saúde, da Comunidade do Centro e Jd. Silvia. A Maternidade de Embu tem seu nome. Falecida).
  • Sueli Maria Hipólito de Oliveira (Foi da Comunidade do Jardim Santa Tereza, participou ativamente da luta por Creches Diretas. Faleceu precocemente e a Creche Municipal do Jardim Santa Tereza leva seu nome. Falecida).
  • Marluce de Gouveia (Foi da Comunidade do Jardim Santo Eduardo. O Centro de Saúde do Jardim Santo Eduardo leva seu nome. Falecida).
  • Madre Odette de Souza Carvalho (Foi administradora do Convento dos Jesuítas por muitos anos. A Escola Estadual da Rua Maranhão, a mais antiga de Segundo Grau de Embu leva seu nome. Falecida).
  • Madre Annete (Foi da Comunidade Católica de Embu, na periferia. Grande incentivadora dos Movimentos Populares, do Comitê de Luta Contra o Desemprego, da luta por Creches Diretas, etc. Falecida)
  • Madre Dalila (Foi da Comunidade Católica de Embu, na periferia. Grande incentivadora dos Movimentos Populares, do Comitê de Luta Contra o Desemprego, da luta por Creches Diretas, etc.)
  • Dona Maria Rocha Lemos (Mãe do ex-vereador Afonso, Zarinha, etc) Falecida. Foi da Comunidade Católica da Região do Jd. Sta. Emília. Participou de todas as lutas sociais dos anos 80, inclusive do início do PT. Participou da luta por Creches Diretas, do Comitê de Luta Contra o Desemprego, da Ocupação do Sine (1984) e do Acampamento do Ibirapuera (1983).
  • Dona Valmisa. (Comunidade do Jardim Santa Emília. É Ministra da Eucaristia, e ativa participante da Igreja Católica e tem mais de 80 anos de idade).
  • Dona Terezinha (Comunidade Dom José/Santo Eduardo. Trabalhou muitos anos na Escola Elizete Bertini. É mãe da jornalista Regina, da Comunicação)



(Alexandre Oliveira ? Assessor de Comunicação)

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