Autopista confirma investimento de R$ 170 milhões nos próximos cinco anos e construção de alças de acesso no km 277 da Régis

Por | 6/11/2013


Foto:


O plenário Mestre Gama, ficou lotado na manhã da quarta-feira (30/10). O prefeito de Embu das Artes e presidente do Consórcio dos Municípios da Região Sudoeste de São Paulo (Conisud) Chico Brito, e o presidente da Casa, vereador Doda, receberam representantes e técnicos das cidades que participam do consórcio e encontram-se ao longo da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), da Auto Pista Régis Bittencourt ? Arteris (administradora da rodovia Régis Bittencourt ), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vereadores e a sociedade civil. O tema principal foi a implantação de alças de acesso na Régis Bittencourt no quilômetro 277 (Embu das Artes) e demais obras previstas para a rodovia, que atravessa 17 municípios.


Para Chico Brito a reunião desmistifica a ideia de que ANTT e Autopista estão fugindo do debate. "Tem que dialogar, queremos participar ativamente das decisões, saber se essas obras resolvem nossos problemas de mobilidade e qual o prazo de entrega dessas obras", enfatizou. Doda lamentou a ausência do executivo de Taboão da Serra e salientou que "ninguém está numa ilha, precisamos fazer a gestão compartilhada dos nossos problemas, porque juntos teremos uma solução melhor para nossa população", destacou.


Nelson Bossolan, diretor executivo da Arteris/ Autopista Régis Bittencourt apresentou os investimentos já realizados e futuros na região entre Taboão da Serra e Juquitiba. Neste trecho, a Rodovia receberá investimentos de cerca de R$ 170 milhões nos próximos cinco anos, em obras como a implantação de 20 quilômetros de vias marginais entre Taboão da Serra e Itapecerica da Serra, a implantação de trevos em desnível e a manutenção da via. Segundo o representante da Arteris, o conjunto de obras deverá ser entregue até 2017.


Alça de acesso no km 277


Bossolan informou, ainda, que os investimentos para a alça de retorno no km 277 estão aprovados e vigentes no contrato de concessão. Ele ficará próximo ao Rodoanel e atenderá tanto os municípios de Embu das Artes quanto o de Taboão da Serra.


 ?Embu das Artes nos enviou um estudo de implantação para o retorno ainda no início da concessão, onde foi prevista a implantação de um retorno no KM 276, mas por inviabilidade técnica (teria que desapropriar a empresa de produtos químicos Búfalo) o próprio município transferiu o local de implantação e nós assim o acatamos. Essa obra ficará ao lado da empresa Daisa e o impacto de desapropriação é bem menor, seria um contrasenso construí-la em outro local?, disse Bossolan.


De acordo com o diretor executivo da Arteris, a implantação de retornos ao logo da BR depende exclusivamente dos municípios que devem apresentar estudos técnicos indicando a viabilidade do projeto à Autopista. ?O que a gente esperava desse evento, era que fossem apresentadas propostas técnicas para resolver essa situação. Como marcaram uma nova reunião para o dia 7 (novembro) lá no Conisud eu acho que seria interessante o município de Taboão trazer propostas que sejam factíveis e que atendam soluções urbanas do município, adequadas com o traçado da rodovia?, disse.


Sobre a alça de retorno no km 276 (também no município de Embu das Artes), a ANTT informou que não há verba prevista para viabilizar a construção. Os representantes da Autopista disseram que não será possível implantar o dispositivo devido ao alto custo de desapropriações, principalmente da empresa Búfalo. ?No contrato de concessão não tem previsão alguma de dispositivo de retorno para ser executado pela concessionária [em Taboão]?, disse Nelson Bossolan. 


Para a construção de um retorno em desnível, segundo Nelson Bossolan, é necessário o investimento de R$ 15 milhões.


R$ 1,5 bilhão em pauta


O presidente do Conisud afirmou que está preocupado com todo o trecho de concessão. ?A BR116 hoje, de Taboão da Serra até Juquitiba, é praticamente uma avenida. A população se utiliza dessa rodovia para circular entre as nossas cidades do Consórcio. E botar pedágio, e pedágio caro, é penalizar a nossa população. Outro ponto é que pedágio caro impacta diretamente no custo das mercadorias, pois 90% do transporte de mercadorias é feito pelas estradas. Nossa preocupação é com todo o trecho de concessão. Não há como resolver problemas de infraestrutura do país sem que haja a participação da iniciativa privada.Estamos unidos para que todas as obras que estão em contrato aconteçam?, disse Chico Brito.


Chico Brito questionou o representante da Arteris sobre a alça de acesso do rodoanel, que impacta nossa região. Segundo Bossolan, essa solicitação já avançou para uma conversa entre a Autopista, ANTT e Dersa e se encontra em processo de complementação da alça, com melhorias. "Tecnicamente, precisa de um prolongamento da alça e a Dersa já assumiu compromisso de construí-la. Está em fase de tomada de preço", afirmou.


O presidente do Conisud afirmou, por último, que o consórcio trouxe a concessão inteira para o debate: "Temos R$ 1,5 bilhão em pauta e vamos acompanhar passo-a-passo. Vamos trabalhar com o imprevisível e trazer as outras concessões, como Eletropaulo, Sabesp, telefonia, Comgás, entre outras, para o debate, para acertar os cronogramas". Segundo técnico da Arteris, a "remoção de interferências", como postes de energia, telefonia, gás, TV a cabo, água nem sempre acontece dentro do cronograma previsto pela concessionária, o que atrasa a obra.


Paulo Félix, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que ?Taboão está rebelada e não abre mão do retorno?. ?A BR é um ônus pra nós, vamos ter que conviver com ela, ela separa, divide, segrega, mata e retira a autonomia do município. Nós queremos os dois retornos. Não se sintam surpreendidos se a BR parar?, avisou.


Obras em 2014


Serão implantados 20 quilômetros de vias marginais entre Taboão da Serra e Itapecerica da Serra, dando vazão ao trânsito local muito adensado nos últimos anos. Taboão terá 6,3 quilômetros de vias paralelas, Embu das Artes 8,2 quilômetros de vias marginais e Itapecerica da Serra 3,3 quilômetros.


Com início previsto para março de 2014, a região terá mais oito retornos em desnível. Itapecerica da Serra ganhará três retornos em desnível, sendo instalados nos km 288, km 292 e km 297,6. São Lourenço da Serra terá a implantação de retornos nos km 305 e no km 312,2.  Juquitiba terá dois dispositivos: km 322,2 e no km 332. Em Embu das Artes O retorno no km 277,6, em Embu das Artes, não tem data para o início das obras.


A Arteris informou, também, a construção de mais 17 passarelas ao longo do trecho entre os municípios de Taboão da Serra e Juquitiba. O contrato de concessão prevê a construção de 50 passarelas distribuídas ao longo da rodovia. Bossolan também informou que as passarelas em Embu das Artes serão iluminadas ainda este ano.


Outro destaque é a implantação de quatro obras de combate a enchentes, nos km 273,3 (Taboão da Serra), km 283,2 e km 284 (Embu das Artes); e km 286,4 (Itapecerica da Serra).


Encaminhamentos


As próximas reuniões acontecem dia 7/11, às 10h, na sede do Conisud e contará com a presença de representantes da Arteris, ANTT,prefeitos e técnicos das prefeituras do Consórcio, representantes da sociedade civil e do legislativo, e no dia 30/11, com audiência pública na Câmara Municipal de Embu das Artes.


Participaram do encontro Natinha, vice-prefeito de Embu das Artes, Francisco Junior, prefeito de Juquitiba, Roberto Lamartino, vice-Prefeito de Juquitiba, Amarildo Gonçalves (Chuvisco), prefeito de Itapecerica da Serra, Fernando Antônio Seme Amed (Fernandão), prefeito de São Lourenço da Serra, Marcelo Gottardello, analista de Infra-Estrutura da ANTT, Sérgio Pina, especialista em Transporte Terrestre da ANTT, Nelson Bossolan, diretor Executivo da Auto Pista Régis Bittencourt ? Arteris, Ruy Poletto Osório, gerente de Engenharia da Auto Pista Régis Bittencourt ? Arteris. Vereadores de Embu das Artes: Doda, presidente da Câmara, João Leite, Jabá do Depósito, Jomar, Dra. Beth, Rosana do Arthur, Clidão do Táxi, Pedro Valdir, Edvânio Mendes, Gilvan da Saúde, Carlinhos do Embu. Vereadores de outros municípios: Cícero Correia Costa,Gerson Lazarin, Sangue Bom e Fabinho Gêmeos (Itapecerica da Serra), José Lana/Mineiro e Gilmar Presença (Juquitiba), Luiz Lune (Taboão da Serra) e os ex-vereadores de Taboão da Serra, Wagner Eckstein e Paulo Félix, representantes da sociedade civil.


(Rita de Biaggio - Assessoria de Comunicação da Câmara de Embu das Artes)

Comentários

Nenhum comentário até o momento