Rodovia Régis Bittencourt, 50 anos, corta e marca Embu

Por Assessoria de Comunicação | 26/01/2011


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A primeira, situada a leste, que faz divisa com a cidade de São Paulo, é a mais densamente povoada, com quase nenhuma área verde, e onde vive a população mais pobre. A segunda região, localizada a oeste, é menos habitada, com expressiva cobertura vegetal (parte da arborização urbana em equipamento público – parque do Lago Francisco Rizzo), e concentra moradores, em geral, com melhor padrão de vida.

A estrada motivou a instalação de várias empresas – e criação de empregos – em Embu. Muitos moradores do município, porém, choram a perda de parentes e amigos na Régis, que não por acaso ganhou um apelido macabro, “rodovia da morte”, por ser uma das vias com o mais alto índice de acidentes com mortes do país, creditado principalmente a má conservação, topografia acidentada e grande tráfego de veículos, sobretudo de carga.

Somente de 1990 até meados de 2009, 66 pessoas morreram na Régis, segundo a prefeitura. No início de 2010, duas passarelas foram instaladas na estrada no perímetro urbano de Embu, uma no Jardim Mimás e outra no Parque Jane, mas os moradores do município reclamam que são insuficientes. A implantação de outra passarela em Embu só vai acontecer neste ano, noticiou o “SPTV” com informação da concessionária OHL – em 2007, a rodovia foi concedida à exploração pela iniciativa privada, até 2033.

Pelo contrato sobre a Régis, a empresa tem a obrigação de construir na extensão de 401,6 km de concessão (até Curitiba) 51 passarelas e 30,5 km de duplicação – do trecho da Serra do Cafezal (SP), até 2012 –, além da recuperação de toda a extensão da rodovia, em contrapartida à instalação de seis praças de pedágio, cinco no Estado de São Paulo, sendo uma na região, em São Lourenço da Serra (km 298,8). O pedágio, cuja cobrança começou em dezembro de 2008, custa hoje R$ 1,70 para veículos de passeio.

A Régis foi inaugurada em 24 de janeiro de 1961 pelo presidente Juscelino Kubitschek (PSD) – que cortou a fita da cerimônia de entrega da rodovia uma semana antes de encerrar o mandato – como uma das obras do Plano Nacional de Desenvolvimento, também chamado de “Plano de Metas”, que tinha o célebre lema “Cinquenta anos em cinco”. O plano tinha 31 metas distribuídas em cinco grandes áreas, entre elas a de transportes.

A estrada foi construída com o caráter de uma das rodovias transregionais que uniram todas as regiões do Brasil, no caso, ligação do Sudeste ao Sul do país, inaugurada com o nome de BR-2. O projeto ia ao encontro da política adotada por JK, que promovera a implantação da indústria automobilística com a vinda de fábricas de automóveis para o Brasil, apesar da crítica de que deveria ter priorizado o transporte ferroviário.

A Régis, com início (limite norte) no vizinho município de Taboão da Serra e término (limite sul) na capital paranaense, tem o nome do engenheiro civil Edmundo Régis Bittencourt, que se empenhou na construção da então rodovia São Paulo-Paraná. Ele teve participação destacada na gestão do antigo DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem), atual DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte).

 

FOTO AMPLIADA                                                     Atospress - 21.abr.10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rodovia Régis Bittencourt vista de passarela no Jardim Mimás, em Embu

 

 

(Adilson Oliveira - Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Embu)

 

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